O número de mortos após os terremotos gêmeos do último dia 24 na Venezuela subiu a 3.685, divulgou nesta terça-feira (7) o regime venezuelano. O número de feridos está em 17 mil. Não há informações oficiais sobre desaparecidos, com estimativas de diferentes órgãos colocando o possível número entre 50 mil e 10 mil.
O regime disse ainda que 12.800 pessoas estão desabrigadas, isto é, fora de casa e em abrigos públicos, enquanto cerca de 5.000 estão desalojadas —na casa de parentes e amigos ou em hotéis. Mais de 80 abrigos improvisados foram erguidos em Caracas, a capital, e La Guaira, cidade mais atingida pelos tremores.
Especialistas em saúde pública alertam que a situação nestes abrigos é precária. Muitos deles não têm saneamento básico e estão superlotados, o que pode levar a epidemias de doenças evitáveis, como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.
A resposta do regime vem sendo alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de emergência. A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitou as críticas e afirmou que as operações de busca e resgate continuam. Sem apresentar provas, ela acusou "laboratórios midiáticos" de tentar prejudicar o trabalho das equipes de emergência.















