Além de José Heitor, uma menina de 4 anos e um adolescente de 14 também foram atingidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Moradores soltam balões brancos em homenagem a menino de 5 anos morto em ataque a tiros em Paraty; — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 17:15 Paraty: Homenagem a Menino de 5 Anos Morto em Ataque Violento Moradores de Paraty soltaram balões brancos em homenagem a José Heitor, 5 anos, morto em ataque a tiros. Uma menina de 4 anos e um adolescente de 14 também foram atingidos. O ataque teria sido realizado pelo Terceiro Comando Puro em tentativa de invasão ao território do Comando Vermelho. A Polícia Civil investiga e a Prefeitura de Paraty oferece suporte às famílias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Moradores do bairro Pantanal, em Paraty, na Costa Verde do Rio, soltaram balões brancos em homenagem a José Heitor Dias Cerqueira, de 5 anos, morto após um ataque a tiros na região no último domingo. A homenagem aconteceu na noite desta segunda-feira, após um culto realizado no local do crime. De acordo com o depoimento de uma testemunha, três homens armados desceram de um carro e abriram fogo contra as pessoas que estavam na praça. Além de José Heitor, uma menina de 4 anos e um adolescente de 14 também foram atingidos. A menina foi transferida para uma unidade hospitalar de alta complexidade, e o adolescente está em estado estável. A Polícia Civil investiga o crime. A polícia recebeu informações preliminares de que o ataque tenha sido praticado por integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), durante uma tentativa de invasão. A região é dominada pelo Comando Vermelho (CV). Segundo os relatos, os homens que abriram fogo na praça teriam saído do bairro Perequê, área vizinha sob influência do TCP. A suspeita é de que os criminosos tenham aproveitado o período em que moradores assistiam ao jogo do Brasil para realizar a investida no bairro. Após o ataque, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região. Moradores soltam balões brancos em homenagem a menino morto em Paraty Adolescente estava conversando na praça O adolescente de 14 anos, que também foi atingido, conseguiu prestar as primeiras informações à polícia. Em depoimento preliminar, ele contou que estava na praça conversando com o pai da namorada quando percebeu a aproximação de um veículo. Segundo o relato, três homens com os rostos cobertos desceram do carro e efetuaram disparos na direção onde eles estavam. Menino de 5 anos morre durante ataque a tiros em praça de Paraty Uma moradora afirmou que o homem havia acabado de chegar à praça e pedido para a filha ir para casa, porque já estava tarde. Enquanto conversava com o adolescente, os criminosos abriram fogo. Equipes da 2ª Companhia de Policiamento Independente de Paraty (2ªCIPM) foram até a praça, onde foram recolhidos sete estojos de munição de pistola .380 e um de pistola calibre 9 mm. Uma perícia foi realizada na praça. A 167ª DP (Paraty) está à frente das investigações sobre o ataque. Segundo a Polícia Civil, "outras diligências estão em andamento para apurar os fatos". Em nota, a Prefeitura de Paraty informou que mobilizou uma estrutura para acompanhar o caso, prestar o atendimento necessário às vítimas e oferecer apoio às famílias por meio da rede municipal de saúde e assistência social. "A Prefeitura de Paraty manifesta profundo pesar pelos graves acontecimentos registrados na noite deste domingo, no bairro Pantanal, que resultaram na morte de uma criança e deixaram outras vítimas feridas. A Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública mantém contato com as forças de segurança do Estado, Polícia Militar e Policia Civil, solicitando prioridade absoluta na apuração dos fatos e na identificação e responsabilização dos autores desse crime. A Prefeitura seguirá acompanhando o caso juntamente com as autoridades responsáveis pela investigação, além de prestar todo o suporte necessário às famílias atingidas", diz a nota. Expansão do CV Em reportagem publicada em fevereiro desde ano, o GLOBO mostrou que o município de Paraty vem sofrendo com a violência causada pela expansão do Comando Vermelho (CV). A facção ampliou a exploração de atividades econômicas nos bairros que controla, assim como acontece na capital. À época havia na 167ª DP ao menos seis investigações sobre a exploração territorial do CV. No entanto, agentes tinham dificuldades para concluí-las, principalmente pela falta de depoimentos.