O ajuste de posições em ativos de tech concentra-se, sobretudo, em ações de chips e semicondutores, após os resultados trimestrais da Samsung Tela que mostra o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York (Nyse), ultrapassando pela primeira vez na história os 50 mil pontos, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026 — Foto: Brendan McDermid/Reuters O mau humor com o setor de tecnologia pressiona os índices Nasdaq e S&P 500 nesta terça-feira, enquanto o Dow Jones avança e testa máximas históricas pela terceira sessão consecutiva. O ajuste de posições em ativos de tech concentra-se, sobretudo, em ações de chips e semicondutores, após os resultados trimestrais fortes da Samsung serem incapazes de afastar os receios dos investidores quanto à sustentabilidade do rali em inteligência artificial (IA) e do excesso de posições concentradas. O índice Dow Jones tinha alta de 0,29%, aos 53.208,08 pontos, próximo às 10h35 (horário de Brasília). O S&P 500 recuava 0,18%, aos 7.523,93 pontos; e o Nasdaq perdia 0,68%, aos 25.944,66 pontos. O setor de tecnologia tinha queda de 1,85%, pressionado por alguns dos principais nomes do segmento de chips, como Micron (-6,87%) Marvell (-6,74%), Nvidia (-1,65%) e AMD (-7,37%). As ações da SpaceX recuavam 1,73% na estreia no índice Nasdaq 100. O forte ajuste de posições no setor de tecnologia acontece apesar de a Samsung projetar um salto de 19 vezes no lucro operacional do segundo trimestre. O resultado trimestral era visto como mais um teste de estresse à narrativa de IA no mercado, em uma empresa que já acumulava ganhos acima de 150% no ano em meio à corrida de investimentos em inteligência artificial e chips de memória. A Samsung despencou mais de 6% no pregão asiático e levou o índice Kospi, de Seul, a cair 4,91%. Soma-se à fragilidade no setor de tecnologia a notícia da Reuters de que a chinesa DeepSeek estaria desenvolvendo seu próprio chip de inteligência artificial. Essa iniciativa poderia reduzir a dependência da empresa de semicondutores produzidos por nomes como a Nvidia, por exemplo. Há, também, um certo grau de cautela no mercado quanto ao cenário geopolítico. Novos ataques no Estreito de Ormuz, que foram atribuídos pelos Estados Unidos à Guarda Revolucionária Iraniana, reviveram os temores de fragilidade na relação entre Washington e Teerã e levaram os preços do petróleo a subir, além de pressionar os rendimentos dos Treasuries.