PUBLICIDADE Homem que afirma ter o menor pênis do mundo realizará cirurgia para corrigir condição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tamanho é documento? Especialistas falam sobre micropênis e possibilidades de tratamento — Foto: Reprodução: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 08:50 Americano com menor pênis do mundo se prepara para cirurgia Michael Phillips, um norte-americano de 38 anos, afirma ter o menor pênis do mundo, medindo 0,97 cm, e se prepara para uma cirurgia após conseguir apoio financeiro. O micropênis, definido como menor que 7,5 cm em ereção, afeta 0,5% dos homens e tem causas orgânicas, como baixos níveis de testosterona. Diagnóstico precoce pode permitir tratamento hormonal eficaz, mas muitos casos são ignorados. Cirurgias complexas são alternativas na idade adulta. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O desconforto com o próprio corpo acompanhou Michael Phillips desde a infância. Para evitar constrangimentos, ele fugia dos vestiários da escola, evitava relacionamentos na vida adulta e até usar banheiros públicos se tornava motivo de ansiedade. Atualmente, o norte-americano acredita ter o menor pênis do mundo: mede cerca de 0,97 centímetros. O homem de 38 anos receberá uma cirurgia para aumento do órgão reprodutor após ter conseguido arrecadar dinheiro com a ajuda do público. Ele contou em uma entrevista no último sábado (4) que ficou muito grato e surpreso com o apoio recebido. O micropênis é definido, do ponto de vista médico, como um pênis que mede menos de 7,5 centímetros em ereção — bem abaixo da média de 13,3 centímetros. Embora pouco discutida, a condição não é tão rara: afeta cerca de 0,5% dos homens. Reconhecida como condição médica desde a década de 1940, ela deveria ser avaliada ainda ao nascimento, quando o diagnóstico é feito se o pênis esticado mede menos de 1,9 centímetro. Na prática, porém, muitos casos passam despercebidos. O tabu em torno do tema faz com que homens convivam em silêncio com o problema por anos. Segundo o urologista e andrologista Shafi Wardak, do Royal Berkshire NHS Foundation Trust, o impacto emocional pode ser profundo, afetando autoimagem, confiança e relacionamentos sexuais. Especialistas diferenciam o micropênis do transtorno dismórfico peniano, em que o homem se angustia excessivamente com o tamanho do órgão sem que haja uma alteração médica real. Este último afeta cerca de 1% a 2% dos homens. No micropênis, o problema é orgânico, geralmente causado por níveis baixos de testosterona durante o desenvolvimento no útero e após o nascimento. A testosterona é essencial para o crescimento peniano: seus receptores estimulam as células do órgão a se desenvolverem. Quando o hormônio é insuficiente, o crescimento não ocorre plenamente. As causas podem incluir disfunções da hipófise, síndrome de Kallmann — em que os hormônios da puberdade não são ativados — ou falhas genéticas que impedem o corpo de produzir ou responder à testosterona. Estudos também investigam fatores ambientais. Uma revisão de 2022 apontou possíveis associações entre a exposição pré-natal a substâncias que interferem nos hormônios, como bisfenóis usados em plásticos, e o aumento de casos de micropênis, embora a hipótese ainda não seja comprovada. Quando diagnosticado precocemente, o tratamento hormonal pode ser eficaz. “Se identificado cedo, um micropênis muitas vezes pode ser tratado com sucesso com terapias à base de testosterona”, diz Wardak. O problema é que muitos pais e até profissionais de saúde acreditam que o quadro se resolverá espontaneamente na puberdade. Erros de medição ao nascimento também são comuns. Estudos mostram que injeções mensais de testosterona por três meses, sobretudo em bebês e crianças pequenas, podem aumentar o comprimento peniano em mais de 100% em alguns casos. Outra opção são injeções de gonadotrofinas, usadas quando o problema está nos sinais da hipófise, capazes de gerar aumentos de cerca de 50%. Os efeitos colaterais incluem sinais temporários de “mini-puberdade”, como odor corporal e surgimento precoce de pelos. O grande limite é o tempo: o pênis tem basicamente duas janelas de crescimento — no útero e nos primeiros anos de vida até a puberdade. Depois disso, os receptores hormonais deixam de responder. Na idade adulta, resta apenas a cirurgia. Há dois tipos principais de cirurgia. Em alguns homens, parte do pênis está “escondida” sob a pele e pode ser liberada para ganhar comprimento suficiente para a relação sexual. Em casos mais graves, é possível construir um novo pênis, procedimento complexo realizado em cerca de dez a 12 pacientes por ano. A cirurgia envolve retirar tecido do antebraço ou da coxa para formar o órgão, criar uma nova uretra e, em uma etapa final, implantar um dispositivo hidráulico que permite a ereção. Os riscos, porém, são significativos: perda parcial ou total do novo pênis, problemas urinários e necessidade de reconstruções adicionais.