Iniciativa de traçar paralelos entre momentos do esporte e obras artísticas começou em 2019 e rendeu um livro, publicado em março 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Remada viking da torcida norueguesa comparada à obra sem título de Alma Thomas, de 1968 (levemente rotacionada) — Foto: Timothy A. CLARY/AFP e Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 18:50 Projeto "Art, But Make it Sports" Compara Esporte e Arte em Livro O projeto "Art, But Make it Sports" de LJ Rader, iniciado em 2019, traça paralelos entre momentos esportivos e obras artísticas, resultando em um livro publicado em março. A iniciativa ganhou notoriedade ao comparar cenas da Copa do Mundo da Fifa com pinturas clássicas, como "Jogos Infantis" de Pieter Bruegel. Com apoio do Getty Images, a curadoria manual exclui o uso de IA, e Rader transforma a diversão em arte, destacando a similaridade entre esporte e arte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O esporte é uma forma de arte. Se não for, pode ser que seja, ao menos muito semelhante: foi buscando essas similaridades que LJ Rader criou o projeto "Art, But Make it Sports" (Arte, mas como o esporte, em tradução livre). Nas redes sociais, o profissional da área esportiva se diverte publicando paralelos entre momentos emblemáticos do esporte e obras de arte, sejam elas pinturas ou outras fotografias. A ideia começou com o basquete, mas, em 2026, ganhou ainda mais destaque ao evidenciar lances da Copa do Mundo Fifa. Erling Haaland carregando Andreas Schjelderup nas costas se parece com um detalhe da obra de 1560 "Jogos Infantis", de Pieter Bruegel; já a cena de Cáceres derrubando Mbappé nas oitavas de final remete ao quadro do século XV "São Francisco Recebendo os Estigmas", de Lorenzo Ghiberti. Uma pintura mais recente, "Composição (Pequeno universo)", uma Joan Miró de 1933, também foi relembrada nesta Copa, ao lado de um lance envolvendo Michael Olise e Elliot, em partida da França contra a Suécia. O projeto de LJ Rader se tornou um livro com o mesmo nome, publicado em março deste ano. O interesse pelo mundo artístico veio ao cursar a disciplina de História da Arte na faculdade. Em entrevista ao The Atlethic, braço esportivo do The New York Times, Radar afirmou que não possui memória fotográfica, mas tem facilidade em reconhecer padrões e armazenar informações. O livro de Rader teve o apoio do Getty Images, que tornou o projeto viável. Apesar de usar fotografias de arte que fazem parte de domínio público, as imagens capturadas pelos fotógrafos são custosas. Ele também evidencia, logo na descrição dos perfis, que não utiliza nenhuma inteligência artificial em seu trabalho. A curadoria é feita manualmente — Isso sempre foi algo que faço por diversão. Só levo a sério quando me sinto pressionado — disse Rader sobre o projeto, que acabou virando uma exposição de arte. Perguntado sobre seu museu favorito, Rader deu uma dica inusitada para quem gosta de apreciar artes que não estão expostas nos museus. — O maior truque são as casas de leilão, as pessoas não se dão conta. Sotheby's e Christie's são nomes de peso, e as pessoas se intimidam, mas elas leiloam obras de arte por dezenas de milhões de dólares, e a entrada é gratuita. Elas estão constantemente renovando o acervo, às vezes com peças que não são vistas há centenas de anos, outras vezes são vendidas e vão para coleções particulares. Os prédios delas são incríveis, e sempre tem algo novo — afirmou.