Planalto negocia com lideranças e com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para restringir a pauta da sessão prevista para quinta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Congresso — Foto: Pedro França/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 18:26 Governo Lula busca adiar votação de vetos fiscais no Congresso O governo Lula intensifica negociações para evitar que a sessão do Congresso de quinta-feira vote vetos presidenciais com grande impacto fiscal. A estratégia é limitar a pauta a temas consensuais, evitando pressão sobre a equipe econômica. Em foco, vetos à lei das eólicas offshore, que incluem subsídios ao setor elétrico. O Planalto busca excluir esses itens, repetindo a articulação que cancelou a sessão de junho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as negociações com lideranças do Congresso para evitar que a sessão conjunta prevista para a quinta-feira seja marcada pela votação de vetos presidenciais de elevado impacto fiscal. A estratégia do Palácio do Planalto é repetir a articulação que já havia sido feita antes da sessão que havia sido marcada em junho, depois cancelada, e restringir a pauta a temas com consenso entre governo e oposição. A sessão ainda não foi formalmente convocada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Procurada pela reportagem, a assessoria do senador informou que o encontro “está previsto”, mas que a convocação ainda não foi feita. Interlocutores do governo afirmam que a orientação é impedir a inclusão de vetos e projetos capazes de ampliar despesas obrigatórias, reduzir arrecadação ou gerar impacto relevante sobre as contas públicas. A avaliação dentro do Planalto é que uma derrota em temas dessa natureza ampliaria a pressão sobre a equipe econômica em um momento de esforço para reforçar o discurso de responsabilidade fiscal. Entre os principais pontos em negociação estão os vetos remanescentes à lei das eólicas offshore. parlamentares envolvidos nas conversas afirmam haver grande pressão para que ele seja incluído na pauta da sessão. Integrantes do governo, por sua vez, atuam para impedir esse movimento. Os dispositivos tratam dos chamados “jabutis” inseridos durante a tramitação do projeto que regulamentou a geração de energia eólica em alto-mar. Entre eles estão a contratação obrigatória de termelétricas a gás, a prorrogação de incentivos ao carvão mineral e outros subsídios ao setor elétrico. O Executivo argumenta que a derrubada desses vetos elevaria os custos do sistema elétrico e pressionaria a conta de luz nos próximos anos. A movimentação repete a estratégia adotada antes da sessão do Congresso marcada para 18 de junho, que acabou cancelada por falta de acordo entre as lideranças. Na ocasião, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que havia entendimento com Alcolumbre para retirar da pauta vetos de impacto fiscal, evitando uma nova frente de desgaste para o Executivo. A negociação desta semana segue a mesma lógica. Enquanto o governo tenta enxugar a pauta e concentrar a votação em matérias consensuais, a oposição defende ampliar o número de vetos apreciados e resiste a um novo adiamento de temas considerados prioritários. A expectativa é que a definição da Ordem do Dia ocorra entre terça e quarta-feira, após novas rodadas de negociação entre o Palácio do Planalto, líderes partidários e a Presidência do Congresso.
Na retranca fiscal: governo faz ofensiva para tentar barrar derrubada de vetos que podem aumentar gastos públicos
Planalto negocia com lideranças e com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para restringir a pauta da sessão prevista para quinta-feira






