Tielemans afirma que elenco belga decidiu 'responder em campo' à decisão da Fifa de liberar atacante americano para jogo nas oitavas de final da Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Balogun chuta e, o goleiro Courtois, da Bélgica, defende: atacante dos EUA teve atuação discreta nas oitavas de final da Copa — Foto: David Ramos/Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 00:26 Polêmica sobre Balogun motiva vitória da Bélgica sobre EUA na Copa 2026 Jogadores da seleção belga revelaram que a decisão da Fifa de permitir a atuação do atacante americano Balogun, mesmo após expulsão, foi um fator motivador na vitória sobre os EUA por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa de 2026. Tielemans e Raskin destacaram o sentimento de injustiça e raiva. O técnico Rudi Garcia minimizou a influência do caso no resultado. Trump e Infantino comentaram a polêmica decisão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após a goleada por 4 a 1 sobre os EUA nesta segunda-feira, os jogadores da Bélgica admitiram que o caso Balogun serviu de motivação para o duelo nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O meia Tielemans, um dos destaques da equipe, disse que a seleção belga decidiu "responder em campo" à decisão da Fifa de liberar o atacante americano, que deveria ter cumprido suspensão por ter sido expulso na partida anterior, contra a Bósnia. -- Não vou esconder: tivemos uma reunião quando recebemos a notícia (da liberação de Balogun), e dissemos que teríamos que responder em campo -- afirmou Tielemans, em declarações reproduzidas pela agência de notícias AFP. -- Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem a partida, algo que estava faltando a nós no início do torneio. Outro que falou com jornalistas após a partida, o volante Raskin criticou "coisas extracampo" que aconteceram antes da partida contra os EUA. -- Havia um sentimento de injustiça no grupo e tínhamos muita vontade de responder em campo -- declarou. Fotografado consolando Balogun após a partida, o técnico Rudi Garcia, da seleção belga, preferiu atribuir a vitória ao "plano de jogo" implementado por sua equipe contra os EUA. Na véspera da partida, Garcia havia ironizado a decisão da Fifa de liberar o atacante americano. Já após a vitória da Bélgica nesta segunda-feira, o treinador disse que a situação envolvendo Balogun "não influenciou" o resultado, segundo a agência AFP. -- Havia 11 jogadores dos EUA do outro lado, e tanto faz quem estava em campo -- afirmou o treinador. Ao jornal The New York Times, o treinador da Bélgica explicou o momento após a partida dizendo que a iniciativa do contato partiu de Balogun. -- Ele veio falar comigo, e eu gostei disso. Não é culpa dele, ele não merece ser culpado por nada. Eu disse isso a ele -- declarou Garcia. Rudi Garcia, treinador da Bélgica (à direita), consola o atacante Balogun, dos EUA, após a vitória belga nas oitavas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images via AFP Entenda o caso Balogun havia recebido cartão vermelho na partida entre EUA e Bósnia, em decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus após ser chamado pelo VAR para revisar um pisão do atacante americano em um adversário. O caso mobilizou dirigentes da federação dos EUA e até o presidente americano Donald Trump, que pressionaram a Fifa a reverter a suspensão automática que Balogun deveria cumprir contra a Bélgica. A decisão foi criticada pela federação belga. Nesta segunda-feira, Trump admitiu ter pedido a Infantino uma "revisão" da expulsão de Balogun contra a Bósnia por discordar da marcação do árbitro brasileiro: — Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro... é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: "Tivemos sorte". Foi algo muito interessante - afirmou o presidente dos EUA. Também nesta segunda, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter falado ao telefone com Trump sobre o assunto, mas afirmou que não interfere em decisões disciplinares e que os órgãos judiciais da entidade "são independentes". "Os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado", afirmou Infantino. Logo após a expulsão de Balogun, começou a circular entre a comunidade de futebol dos Estados Unidos a informação de que Claus teria sido investigado num esquema de manipulação de resultados no Brasil. A informação, que não procede, também foi publicada pela imprensa tradicional americana.
'Raiva' e 'sentimento de injustiça': jogadores da Bélgica dizem que caso Balogun os motivou para vencer os EUA
Tielemans afirma que elenco belga decidiu 'responder em campo' à decisão da Fifa de liberar atacante americano para jogo nas oitavas de final da Copa do Mundo















