À sombra de Mohamed Salah, o meio-campista é uma das grandes estrelas que sustentam o sonho egípcio na Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O meia egípcio Emam Ashour comemora após marcar contra a Austrália no Dallas Stadium — Foto: Paul Ellis / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 11:15 Emam Ashour: De Polêmicas a Herói na Copa do Mundo pelo Egito Emam Ashour, meio-campista egípcio, tem se destacado na Copa do Mundo ao lado de Mohamed Salah, tornando-se peça-chave para a seleção do Egito. Conhecido por seu talento e temperamento explosivo, Ashour já enfrentou problemas judiciais e multas milionárias. Apesar de um histórico conturbado na Europa, sua atuação na Copa pode aumentar seu valor de mercado. O técnico Hossam Hassan confiou em sua recuperação, e Ashour está retribuindo com gols decisivos, levando o Egito às oitavas de final pela primeira vez. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Há jogadores diferentes, daqueles que, quando suas equipes parecem prestes a sucumbir, têm a capacidade de resgatá-las. São atletas que rompem padrões, tanto pela qualidade quanto pela personalidade. Artilheiros ocasionais que, com apenas uma jogada, conseguem mudar o rumo de uma partida. O Egito tem um deles: Emam Ashour, um jogador tão talentoso dentro de campo quanto controverso e polêmico fora dele. Frequentemente criticado por seu estilo individualista, o meio-campista tornou-se o herói silencioso que, à sombra de Mohamed Salah, mudou o destino de sua seleção nesta Copa do Mundo. Após eliminar o Brasil, Haaland diz que seu faro de artilheiro é 'um dom de Deus'Jornal espanhol diz que 'o mundo chora pelo Brasil' após eliminação para a Noruega: 'Fundo do poço' Aos 28 anos, Ashour é uma das grandes revelações do futebol egípcio nos últimos anos. Embora os holofotes da seleção africana normalmente estejam voltados para Mohamed Salah e Omar Marmoush, o veloz meio-campista transformou-se no complemento ideal da dupla e em peça decisiva para a campanha do Egito neste Mundial. Principalmente pela capacidade de atrair a marcação e criar espaços sem a bola, característica que permitiu aos Faraós destravarem os difíceis confrontos da fase de grupos contra Bélgica (1 a 1) e Nova Zelândia (3 a 1). Quando nada dava certo para o Egito diante da Bélgica, Ashour mostrou seu faro de gol ao marcar o empate por 1 a 1 nos minutos finais. Na última sexta-feira, voltou a ser decisivo ao abrir o placar contra a Austrália, nos 16 avos de final, com uma cabeçada certeira. Brasil x Noruega: veja as melhores fotos da partida 1 de 33 Brasil e Noruega se enfrentam no New York/New Jersey Stadium — Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP 2 de 33 Seleção brasileira para a partida contra a Noruega — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 33 fotos 3 de 33 Seleção norueguesa para a partida contra o Brasil — Foto: Getty Images via AFP 4 de 33 Alexander Sorloth controla a bola em disputa com Gabriel Martinelli — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 5 de 33 Marquinhos disputa a bola com Antonio Nusa — Foto: Odd ANDERSEN / AFP 6 de 33 Matheus Cunha é derrubado por Kristoffer Ajer da Noruega — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 7 de 33 Matheus Cunha é derrubado por Kristoffer Ajer da Noruega — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP) 8 de 33 Matheus Cunha pede pênalti ao árbitro — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AF X de 33 Publicidade 9 de 33 Bruno Guimarães perde pênalti em Brasil x Noruega — Foto: AL BELLO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 10 de 33 Bruno Guimarães perde pênalti em Brasil x Noruega — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 11 de 33 Chute de Odegaard contra o gol brasileiro — Foto: Buda Mendes/Getty Images/AFP 12 de 33 Matheus Cunha pede novo pênalti a favor do Brasil — Foto: Dan Mullan/Getty Images/AFP X de 33 Publicidade 13 de 33 Jogadores e comissão técnica durante pausa para hidratação — Foto: Dan Mullan/Getty Images/AFP 14 de 33 Erling Haaland, Gabriel Magalhães e Marquinhos correm para disputarem a bola — Foto: Odd ANDERSEN / AFP X de 33 Publicidade 15 de 33 Julian Ryerson e Vinicius Jr. disputam a bola — Foto: Jewel SAMAD / AFP 16 de 33 Erling Haaland compete o domínio da bola com Gabriel Magalhaes e Marquinhos — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 17 de 33 Jogadores saem para o intervalo sem nenhum gol na partida — Foto: Getty Images via AFP 18 de 33 Gabriel Martinelli reage após perder chance de gol — Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP X de 33 Publicidade 19 de 33 Endrick perde oportunidade de abrir o placar — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 20 de 33 Haaland reage após perder oportunidade de gol — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP X de 33 Publicidade 21 de 33 Neymar entra em campo no segundo tempo — Foto: Getty Images via AFP 22 de 33 Alisson defende chance de gol da Noruega — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 23 de 33 Haaland e Gabriel Magalhaes disputam a bola — Foto: Odd ANDERSEN / AFP 24 de 33 Haaland marca o primeiro gol da Noruega no segundo tempo — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 25 de 33 Haaland comemora o primeiro gol marcado na partida — Foto: Getty Images via AFP 26 de 33 Torcida norueguesa comemora o gol que abriu o placar da partida — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 27 de 33 Seleção norueguesa comemora o primeiro gol da partida — Foto: Jewel SAMAD / AFP 28 de 33 Haaland comemora o segundo gol da Noruega — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 29 de 33 Noruega comemora o segundo gol da seleção — Foto: Getty Images via AFP 30 de 33 Endrick reage após segundo gol de Haaland — Foto: Getty Images via AFP X de 33 Publicidade 31 de 33 Endrick reage após segundo gol de Haaland enquanto noruegueses comemoram — Foto: Odd ANDERSEN / AFP 32 de 33 Noruega sai vitoriosa após dois gols — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 33 Publicidade 33 de 33 Neymar marca o primeiro gol da seleção em um pênalti — Foto: Getty Images via AFP O gol, pelas circunstâncias da partida, foi comemorado intensamente pelo jogador e por todo o Egito. Acabou sendo fundamental para a posterior vitória nos pênaltis e a classificação, encerrando um jejum de 92 anos sem que a seleção egípcia marcasse em um jogo eliminatório de Copa do Mundo — a última vez havia sido em 1934. Com esses dois gols, Ashour tornou-se apenas o terceiro jogador egípcio da história a marcar mais de uma vez em Copas do Mundo, igualando os feitos de Abdelrahman Fawzy e Mohamed Salah. O gol histórico contra a Austrália Nascido em 20 de fevereiro de 1998, o atual jogador do Al Ahly se destaca internacionalmente como um meio-campista completo, com forte presença tanto na defesa quanto no ataque. Seu estilo reúne grande potência física, velocidade nas transições ofensivas e defensivas e um chute preciso de média e longa distância. Não por acaso, é o principal cobrador de bolas paradas da equipe. Suas qualidades praticamente anulam qualquer pequena deficiência dentro de campo. É um meio-campista intenso nos duelos, chega frequentemente ao ataque e distribui bons passes. Segundo dados da FIFA, em 321 minutos disputados, apresentou 89% de aproveitamento nos passes. No entanto, seu principal problema é o temperamento explosivo, que lhe trouxe diversos problemas fora dos gramados. O episódio mais grave ocorreu em junho de 2024, quando agrediu um segurança. Julgado por um tribunal de pequenas causas, declarou-se culpado e foi condenado a seis meses de prisão. "Reagi daquela forma porque recebi uma ligação da minha esposa, Yasmine, dizendo que estava sendo assediada por um grupo de jovens e que os seguranças não faziam nada", justificou-se. Depois de cumprir sua situação judicial, voltou a atuar pelo Al Ahly, mas os problemas disciplinares continuaram. Em poucos meses, protagonizou uma sequência incomum de punições financeiras internas: primeiro, foi multado em 1 milhão de libras egípcias após uma forte discussão com o capitão da equipe, Mohamed El-Shenawy. Pouco tempo depois, recebeu outra multa, desta vez de 1,5 milhão de libras, por se recusar a viajar para uma partida da Liga dos Campeões da África. Hoje, segundo o site Transfermarkt, Ashour está avaliado em 3,5 milhões de euros. A tendência é que sua valorização aumente após a Copa do Mundo, independentemente da campanha do Egito, abrindo caminho para uma possível mudança de clube. Apesar disso, seu histórico internacional não joga a seu favor. Sua única experiência no futebol europeu foi pelo Midtjylland, da Dinamarca, para onde chegou como promessa em uma transferência superior a 3 milhões de euros. Apesar de marcar gols na Liga Europa, aproveitou uma licença médica para viajar ao Egito e nunca mais retornou ao clube dinamarquês. Alegou o frio, a dificuldade com o idioma e a demissão do treinador que havia solicitado sua contratação. Na prática, rompeu com o clube e forçou sua venda de volta ao Al Ahly. Foi justamente no retorno ao futebol egípcio, depois de superar outra grave lesão, que alcançou a maturidade competitiva necessária para controlar melhor seu temperamento e encarar a exigência de uma Copa do Mundo. Grande parte desse momento goleador também se deve à confiança depositada pelo técnico Hossam Hassan. Mesmo diante das repetidas indisciplinas e das lesões, o treinador apostou em sua recuperação física e técnica e o incluiu na lista final para o Mundial. Ashour vem retribuindo essa confiança com boas atuações e gols importantes, conduzindo o Egito, pela primeira vez, às oitavas de final de uma Copa do Mundo. Na terça-feira, terá a oportunidade de enfrentar a Argentina de Lionel Messi e voltar a mostrar a rebeldia e o talento que fazem dele um jogador diferente — ainda que à sombra de Mohamed Salah, a principal estrela da seleção egípcia.