Pierluigi Collina saiu em defesa do árbitro brasileiro Raphael Claus nesta segunda-feira, após presidente dos EUA levantar suspeita sobre cartão vermelho dado a atacante americano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Fifa, Gianni Infantino (à frente), assiste à partida entre EUA e Bélgica em Seattle, tendo ao fundo o chefe de arbitragem da entidade, Pierluigi Collina (à direita) — Foto: Luke Hales/Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 21:36 Collina defende árbitro brasileiro após críticas de Trump sobre cartão vermelho Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa, defendeu o árbitro brasileiro Raphael Claus após críticas de Donald Trump sobre um cartão vermelho dado ao atacante americano Balogun. Trump havia pressionado a Fifa para anular a suspensão de Balogun, que foi liberado para jogar contra a Bélgica. Collina reafirmou a confiança em Claus, enquanto Infantino destacou a independência dos órgãos judiciais da Fifa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após uma enorme polêmica envolvendo a decisão da Fifa de anular a suspensão do atacante americano Balogun para as oitavas de final da Copa do Mundo, o italiano Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da entidade, assiste nesta segunda-feira à partida entre Estados Unidos e Bélgica próximo ao presidente Gianni Infantino. Pouco antes do jogo, Collina saiu em defesa do árbitro brasileiro Raphael Claus, que foi alvo de acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, após ter mostrado cartão vermelho a Balogun na última partida dos americanos, contra a Bósnia. Em comunicado, Collina afirmou que Claus é "um árbitro experiente e altamente respeitado", e disse manter "total confiança nele como um árbitro que tem credibilidade”. Embora não tenha citado Trump diretamente, a nota foi entendida como uma resposta a declarações do presidente americano, que sugeriu que a atitude de Claus foi "suspeita" e mostrou insatisfação com a expulsão de Balogun. Trump admitiu ter telefonado para Infantino e pedido ao presidente da Fifa que tomasse providências em relação ao caso. A Fifa decidiu liberar Balogun para a partida contra a Bélgica, livrando-o de cumprir um jogo de suspensão pelo cartão vermelho, abrindo um precedente que foi bastante criticado pela federação belga antes da partida. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acompanha a partida entre EUA e Bélgica, em Seattle, pelas oitavas de final da Copa do Mundo — Foto: ALEX GRIMM/Getty Images via AFP Embora tenha reconhecido o telefonema de Trump, Infantino alegou que a pressão do presidente dos EUA não teria interferido na decisão -- bastante incomum -- da Fifa de liberar o atacante dos EUA para o jogo. Com o aval da Fifa, Balogun foi escalado como titular pela seleção americana contra a Bélgica. Entenda o caso Nesta segunda-feira, Trump disse que pediu a Infantino uma "revisão" da expulsão de Balogun contra a Bósnia por discordar da marcação do árbitro brasileiro: — Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro... é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: "Tivemos sorte". Foi algo muito interessante - afirmou o presidente dos EUA. Também nesta segunda, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu ter falado ao telefone com o presidente Donald Trump sobre o assunto mas afirmou que não interfere em decisões disciplinares e que os órgãos judiciais da entidade "são independentes". "Os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado", afirmou Infantino. Logo após a expulsão de Balogun, começou a circular entre a comunidade de futebol dos Estados Unidos a informação de que Claus teria sido investigado num esquema de manipulação de resultados no Brasil. A informação, que não procede, também foi publicada pela imprensa tradicional americana. "Claus já havia sido investigado pelo governo de seu país natal devido a uma CPI parlamentar de 2024, que o convocou como testemunha em relação a manipulação de resultados e apostas esportivas. Diversos clubes, principalmente o Botafogo, manifestaram preocupação com as decisões de Claus e os supostos padrões de cartões irregulares em partidas da Série A", publicou o jornal New York Post no dia seguinte à partida. O episódio em questão foi a CPI do Senado que se propôs a investigar um suposto esquema de manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro de 2023 denunciado pelo americano John Textor, dono da SAF do Botafogo. Claus de fato chegou a ser convocado para depor. Procurado pelo GLOBO, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), presidente da comissão, se esquivou de responder se Claus chegou a ser investigado. Já a assessoria do senador Romário (PL-RJ), relator do caso, confirmou que o árbitro não era investigado e fora chamado apenas como testemunha.