Aeronave teria se aproximado repetidamente do porta-aviões HMS Prince of Wales, e ignorado tentativas de contato; caças F-35 foram acionados para escoltá-la 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 F-35B britânico intercepta avião russo Bear-F após, segundo Londres, a aeronave se aproximar do HMS Prince of Wales e lançar sonoboias no Mar da Noruega — Foto: Chris Sellars / Ministério da Defesa do Reino Unido / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 14:22 Caças F-35 britânicos interceptam avião russo perto de porta-aviões no Mar da Noruega Caças F-35 britânicos interceptaram um avião russo Bear-F que se aproximou do porta-aviões HMS Prince of Wales durante uma operação da Otan no Mar da Noruega. O Ministério da Defesa do Reino Unido classificou a ação russa como "insegura e pouco profissional". O incidente ocorreu em meio à operação "Sentinela do Ártico", com forças mobilizadas próximas à Islândia. Autoridades britânicas destacaram a crescente ameaça russa e a importância da cooperação com aliados da Otan para a defesa do Atlântico Norte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério da Defesa do Reino Unido acusou nesta segunda-feira a Rússia de realizar uma atividade “insegura e pouco profissional” durante uma operação da Otan no Mar da Noruega. Segundo o governo britânico, um avião russo de patrulha marítima Bear-F se aproximou repetidamente do grupo de ataque liderado pelo porta-aviões HMS Prince of Wales, voando em baixa altitude e “desnecessariamente perto” da embarcação enquanto ela participava de uma missão de defesa aérea próxima à Islândia. Segundo o ministério, a aeronave russa lançou dez sonoboias no mar durante o incidente, ocorrido na quinta-feira. Os dispositivos flutuam na água e utilizam sonar para detectar submarinos e outras embarcações. As forças britânicas afirmaram que tentaram estabelecer contato com o avião por frequências internacionais, mas não receberam resposta. Diante da aproximação da aeronave, dois caças F-35 decolaram do HMS Prince of Wales para interceptar e escoltar o Bear-F até que ele deixasse as proximidades do grupo de ataque. Em nota, um porta-voz do Ministério da Defesa classificou a ação como “insegura e pouco profissional” e afirmou que o episódio ocorreu no âmbito da operação “Sentinela do Ártico”, conduzida pela Otan. O Grupo de Ataque de Porta-Aviões do Reino Unido está atualmente mobilizado próximo à Islândia sob comando da Otan, com cerca de 1,5 mil militares britânicos. A força é composta pelo HMS Prince of Wales, pelo destróier HMS Duncan, por caças F-35, helicópteros Merlin e Wildcat e pelo navio-tanque de reabastecimento RFA Tidespring. Segundo o governo britânico, esta é a primeira vez que a aliança realiza operações de policiamento aéreo a partir de um porta-aviões europeu. As declarações foram divulgadas enquanto o secretário de Defesa britânico, Dan Jarvis, e a ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, visitavam o HMS Prince of Wales durante o fim de semana. O Ministério da Defesa afirmou que o porta-aviões lidera uma missão para defender o Atlântico Norte “diante das crescentes ameaças russas”. — Vivemos em um período cada vez mais perigoso e incerto, e mobilizações como esta, com o apoio de aliados e parceiros, incluindo a Islândia, fortalecem nossa capacidade de dissuasão e defesa como parte da Otan — afirmou Jarvis à Channel 4 News, acrescentando que a ameaça representada pela Rússia “existe em todos os domínios: debaixo d'água, na superfície do mar, em terra, no céu, no espaço e também no ciberespaço”. O chefe do Estado-Maior da Defesa do Reino Unido, Sir Richard Knighton, já havia afirmado à BBC, em junho, que a Rússia vinha “sondando, desafiando e testando nossas defesas” e “elevando o nível da tensão e correndo o risco de cruzar um limite”. A Otan também alertou que Moscou poderá estar pronta para recorrer ao uso da força militar até 2030. O episódio ocorre semanas depois de fuzileiros navais britânicos abordarem um petroleiro da chamada “frota fantasma” russa no Canal da Mancha. Segundo especialistas militares e autoridades europeias citados pelo governo britânico, Moscou vem intensificando suas táticas de “guerra híbrida” em regiões consideradas estratégicas para a segurança da aliança. (Com AFP)