Em maio, presidente americano viajou a Pequim ao lado de executivos de alto escalão, como Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang Donald Trump e Xi Jinping visitam Templo do Céu, em Pequim — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTER O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o seu homólogo chinês, Xi Jinping, viajará a Washington no fim de setembro. Em maio, Trump realizou uma visita a Pequim ao lado de executivos americanos de alto escalão, de grandes empresas de tecnologia ao setor agrícola, como Elon Musk (Tesla e SpaceX), Tim Cook (Apple), Robert “Kelly” Ortberg (Boeing) e Jensen Huang (Nvidia). Na ocasião, os dois líderes discutiram o fortalecimento das relações bilaterais, mas não anunciaram nenhum acordo comercial significativo entre Washington e Pequim. Ainda assim, Trump falou em "acordos fantásticos" e, posteriormente, afirmou em entrevista à Fox News que a China compraria 200 aviões da Boeing, além de ter prometido adquirir outros 750 no futuro. À época, Trump comentou sobre o convite para que Xi visitasse a Casa Branca em 24 de setembro e disse: "Assim como o comércio recíproco, a visita será recíproca". Em junho, no entanto, a disputa comercial entre Washington e Pequim voltou a se intensificar e a reaparecer no noticiário. No início do mês passado, o Pentágono ampliou a lista de empresas chinesas supostamente vinculadas às Forças Armadas do país, incluindo cerca de duas dezenas de companhias, entre elas Alibaba e Baidu. A medida tem como objetivo restringir as operações dessas empresas no território americano. Além de ficarem proibidas de negociar com as Forças Armadas americanas, elas podem sofrer danos reputacionais que prejudiquem suas vendas a outras agências do governo e ao mercado dos EUA. Em resposta às restrições impostas pelos EUA a empresas chinesas, Pequim anunciou uma série de medidas contra fornecedores americanos de defesa. O Ministério do Comércio incluiu dez empresas do setor em uma lista de controle de exportações, proibindo a venda de produtos chineses de uso dual, civil e militar, para essas companhias. Segundo o ministério, a decisão busca proteger a segurança e os interesses nacionais, cumprir compromissos internacionais de não proliferação e responder à inclusão, pelo governo dos EUA, de empresas na chamada "Lista de Empresas Militares Chinesas". Em comunicado separado, o Ministério das Finanças excluiu 46 empresas americanas, a maioria contratadas pelo setor de defesa, das compras governamentais chinesas. As medidas entraram em vigor imediatamente.
Trump diz que presidente Xi Jinping viajará aos EUA no fim de setembro
Em maio, presidente americano viajou a Pequim ao lado de executivos de alto escalão, como Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang
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