Que fique a lição para as próximas gerações de jogadores e dirigentes do país; como dizem os que entendem e amam o futebol: “Tá faltando um pouco de várzea” ao Brasil O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo pelos “vikings” da Noruega, na partida pelas oitavas de final que aconteceu no domingo (5), no Estádio de Nova York-Nova Jersey, pelo placar de 2 a 1 – e esse 1 foi quase um “prêmio de consolação”, já que o juiz marcou, nos acréscimos do segundo tempo, um pênalti que foi convertido em gol por Neymar. A seleção brasileira encerrou a sua pior campanha em Copas desde 1990, quando foi eliminada pela Argentina. O início do jogo já prenunciava a derrota brasileira. A primeira chance da seleção de Carlo Ancelotti de descer ao gol norueguês só aconteceu aos 10 minutos. Aos 12 minutos, Matheus Cunha é derrubado na grande área da Noruega e é marcado pênalti, que o meio-campista Bruno Guimarães perdeu (a bola parou nas mãos do goleiro Örjan Nyland). A primeira etapa do jogo terminou com a Noruega anotando 64% de posse de bola. Daí pra frente foi um festival de erros, inseguranças e estrelismos dos brasileiros, que pouco jogaram juntos na preparação e logo foram colocados na fogueira de uma Copa do Mundo, na qual seleções como a estreante Cabo Verde deram trabalho para equipes muito mais experientes – entre elas a atual campeã do mundo, a Argentina. Curioso é que a Noruega, que há 28 anos não jogava uma Copa do Mundo, chegou na competição com “sangue nos olhos” e “fome de gol”, sentimentos muito mais comuns à seleção brasileira – ou melhor, às seleções brasileiras de outros tempos. Quem “jantou” a bola ontem foi o gigante norueguês – nos sentidos anatômico e futebolístico – Erling Braut Haaland, autor dos dois gols que levaram seu país às quartas de final. Do jogo de ontem, fica a decepção para mais de 220 milhões de brasileiros e, talvez, uma lição para as próximas gerações de jogadores e dirigentes do país. Como dizem os que entendem e amam o futebol: “Tá faltando um pouco de várzea” ao Brasil. O jogador brasileiro Bruno Guimarães cobra pênalti e o goleiro Orjan Nyland, da Noruega, defende, no jogo das oitavas de final da Copa do Mundo, no Estádio Nova York/Nova Jersey — Foto: Omar Aziz/Reuters