Hyundai, que é patrocinadora do Mundial, escolheu partida que eliminou a seleção brasileira para apresentar desempenho de seu humanoide Atlas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O robô Atlas da Hyundai — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 08:50 Hyundai Apresenta Robô Atlas em Estreia na Copa do Mundo 2026 Durante a Copa do Mundo da FIFA 2026, a Hyundai apresentou o robô humanoide Atlas, que imitou celebrações de jogadores antes do jogo entre Brasil e Noruega. Desenvolvido pela Boston Dynamics, o robô entregou a bola ao árbitro, marcando sua primeira demonstração pública ao vivo. A Hyundai planeja produzir robôs em larga escala nos EUA para uso em fábricas, mostrando como a tecnologia robótica pode atuar em ambientes imprevisíveis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Hyundai Motor apresentou seu robô humanoide Atlas durante a Copa do Mundo da FIFA de 2026, usando o maior palco do futebol para demonstrar os avanços da tecnologia desenvolvida pela empresa. A montadora sul-coreana se prepara para iniciar a produção em larga escala do robô e sua utilização em fábricas. Antes da partida das oitavas de final entre Brasil e Noruega, disputada no domingo, no estádio de Nova York/Nova Jersey, o Atlas — desenvolvido pela divisão Boston Dynamics, da Hyundai — percorreu o túnel de acesso ao gramado e reproduziu comemorações de gols marcantes. Entre elas, a tradicional celebração de "surfar" do atacante brasileiro Matheus Cunha e o gesto de "tirar uma foto" do astro sul-coreano Son Heung-min. Em seguida, o robô entregou a bola da partida ao árbitro. A participação marcou a primeira demonstração pública ao vivo do Atlas desde que sua versão pronta para produção foi apresentada na feira de tecnologia CES, em janeiro. A Hyundai pretende fabricar até 30 mil robôs humanoides por ano nos Estados Unidos a partir de 2028, com foco na utilização desses equipamentos em suas fábricas no estado da Geórgia. Para a plateia: robô exibiu a trionda e dançou para o público — Foto: Divulgação Em pose de relaxamento: robô faz posição de ioga — Foto: Divulgação A apresentação também representa o ponto alto da campanha School of Football, uma série de vídeos em que a empresa mostra como o Atlas aprendeu movimentos atléticos complexos, entre eles o "Ghost Rabona", um chute de efeito consagrado por lendas do futebol como Pelé e Diego Maradona. A Hyundai patrocina a Copa do Mundo desde 1999 e, nesta edição, atua como parceira oficial da FIFA na área de robótica. Segundo a montadora, a campanha busca demonstrar que a tecnologia de robôs avançados pode ir além dos ambientes controlados de laboratório, permitindo que humanoides executem tarefas sofisticadas enquanto se adaptam a cenários imprevisíveis. O robô humanoide Hyundai Atlas entrega a bola do jogo ao árbitro Ismail Elfath antes do segundo tempo da partida das oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Brasil e Noruega, no New York New Jersey Stadium, no domingo — Foto: Maddie Meyer/FIFA/Getty Images via Bloomberg Os testes do Atlas em um estádio a céu aberto também forneceram dados importantes para sua futura utilização em fábricas. Operar sobre um gramado, por exemplo, obriga o robô a lidar com variáveis como a deformação do solo e o risco de escorregões, desafios inexistentes nos pisos de concreto dos laboratórios. — O Atlas agora consegue executar e reproduzir esse movimento de forma consistente, o que permite que ele se adapte ao que acontecer em uma situação real — afirmou Alberto Rodriguez, diretor de comportamento robótico da Boston Dynamics. — A maneira como esse sistema funciona nas simulações é suficientemente escalável. Segundo Rodriguez, outro objetivo é ampliar a compreensão do público sobre a robótica e mostrar que essa tecnologia "deve transformar primeiro a indústria de manufatura e, na próxima década, o nosso cotidiano". Robô faz pose como se fosse tirar uma selfie, marca registrada do jogador sul-coreano Son Heung-min — Foto: Divulgação O avanço acelerado dos robôs tem alimentado preocupações sobre a segurança no emprego em diversos países, levando sindicatos a reagirem contra a substituição de trabalhadores por sistemas automatizados. O sindicato dos funcionários da própria Hyundai, por exemplo, exige que a empresa consulte os empregados antes de incorporar robôs humanoides às fábricas, tema que integra as atuais negociações salariais. — Nós sempre gostamos de desafios que tenham uma conexão divertida com algo que desperte o interesse das pessoas — neste caso, o futebol. Mas sabemos que isso acabará se traduzindo em benefícios de forma geral — afirmou Rodriguez.