O MEC (Ministério da Educação) diz não saber quantos estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia abandonaram a escola em 2024 e em 2025. A falta ou omissão de dados por parte do governo Lula (PT) dificulta o acompanhamento social da iniciativa.

Por outro lado, pesquisa inédita do Núcleo de Estudos Raciais do Insper indica que, com o pagamento de bolsas a alunos pobres, houve redução do abandono no ensino médio. Haveria efeitos maiores para meninos e para pessoas pretas.

Vitrine da gestão petista, o Pé-de-Meia consome R$ 12 bilhões por ano. Prevê bolsas e poupança para alunos para combater o abandono no ensino médio, além de valor extra para quem faz o Enem.

A Folha pede desde janeiro por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) o número de beneficiários que pararam de estudar, o que, segundo a legislação, provoca a exclusão do programa. Após meses de atraso, a pasta respondeu que "o Ministério está em fase de tratamento e validação de casos específicos junto às redes de ensino, para posterior disponibilização".

Questionado, o ministério diz que não é possível apresentar esses dados porque o calendário operacional do Programa Pé-de-Meia permaneceria em curso. "A apuração definitiva desses casos depende do encerramento dos ciclos anuais do programa", diz a nota. "O MEC acompanha continuamente essas informações".