Mais de 18 mil pessoas assistiram da orla do bairro da Zona Sul a derrota de 2 a 1 para os noruegueses 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torcedor acendeu velas para mandar boas energias para o Brasil — Foto: Gabriel de Paiva RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/07/2026 - 23:58 Torcedores em Copacabana assistem à derrota do Brasil para Noruega Mais de 18 mil torcedores reuniram-se em Copacabana para assistir à derrota do Brasil por 2 a 1 contra a Noruega, mesmo com esforços espirituais para atrair boas energias. Haaland foi decisivo com dois gols, frustrando a torcida que esperava mais empenho da seleção. Neymar, visto como esperança, decepcionou ao ser advertido em campo. Apesar do apoio dos fãs, a "uruca" persistiu, deixando a eliminação amarga. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Para vencer um mata-mata de Copa, vale até pedir ajuda espiritual. Foi o que fizeram muitos torcedores que acompanharam Brasil x Noruega na Arena Copacabana, fan fest montada na orla do Rio. O evento, que reuniu 18 mil pessoas, exibiu o jogo em telões e trouxe shows de Pretinho da Serrinha e do grupo Carrossel de Emoções. Ervas diversas e até velas podiam ser avistadas nas mãos de pessoas que buscavam atrair boas energias para a seleção canarinho, mas a “uruca”, pelo visto, era forte. Os dois gols de Haaland decretaram a vitória da Noruega por 2 a 1 e a eliminação da seleção. — Trouxe a arruda para trazer sorte, boas energias, mas foi um jogo difícil. Faltou marcação do Brasil, deixaram o jogo muito solto — lamentou Lúcia Bandeira, que segurou um galho de arruda junto à bandeira brasileira durante todo o jogo. Lúcia Bandeira levou um galho de arruda para dar sorte para o Brasil — Foto: Amanda Rosa A sensação expressada pela arquiteta de 69 anos também foi sentida por grande parte do público, que considerou os brasileiros apáticos em campo. — Ver o Brasil muito passivo, sem lutar, me deixou mais triste do que perder. Cabo Verde, por exemplo, perdeu para a Argentina, mas lutou até o fim — criticou Juliana Ribeiro. A canoa não virou "Proibido remar" era a frase estampada em uma placa nas costas de Otávio Araújo. As palavras escritas no artefato produzido pelo servidor público de 43 anos estavam acompanhadas da imagem de uma embarcação nórdica com uma bandeira da Noruega no mastro riscada com um símbolo de proibição. A brincadeira fazia uma alusão à coreografia da "remada viking", popularizada pela torcida norueguesa neste Mundial. Torcedor fez placa contra a coreografia norueguesa da "remada viking" — Foto: Amanda Rosa A dança dos escandinavos também foi combatida no evento, com o público cantando "créu" no lugar de "row". Mas nem o embalo do funk do brasileiro nem o esforço artístico de Araújo foram capazes de combater a letalidade do camisa 9 Erling Haaland. Considerado um dos melhores centroavantes do mundo, o jogador não desperdiçou as oportunidades que teve e balançou a rede duas vezes no segundo tempo, deixando os nórdicos na frente da partida. — Ele é aquele jogador que você não pode brincar, ele é oportunista. Às vezes, você acha que ele está meio sumido, mas em um lance só ele pode decidir, então tem que ter atenção nele no jogo todo. A marcação não pode desgrudar dele, não pode perder ele de vista porque em um lance ele decide o jogo — observou Otávio, prevendo como o atacante seria decisivo. Controvérsia com velhos algozes na torcida O brilhantismo do camisa 9 foi prestigiado por outros rivais que também marcaram negativamente a história da seleção brasileira. Amigos alemães que estão e férias no Rio aproveitaram para assistir à partida da fan fest. Com a sua seleção eliminada da competição, eles afirmaram estarem torcendo para o Brasil, mas um dos integrantes, Jannis Riedacher, vestia um casaco estampando uma pequena bandeira da Noruega. Jannis, o único vestido com a bandeira da Noruega, e seus amigos alemães vestidos com blusas do Brasil — Foto: Amanda Rosa — Eu não me atentei que estava com um símbolo da seleção adversária na roupa (risos), eu esqueci que o jogo de hoje era contra eles. Mas é só um detalhe da roupa, eu estou torcendo para o Brasil — disse o jovem. Oriundos da cidade alemã de Stuttgart, Riedacher e seus amigos estão em solo carioca há dez dias e notaram a rusga que os brasileiros sentem de sua seleção. Em 2014, a Alemanha eliminou o Brasil da semifinal do Mundial com o placar de 7 a 1 e virou um algoz da Amarelinha. "Eu sei que os brasileiros não gostam muito da gente por causa daquela Copa", admitiu o estrangeiro. Neymar, a esperança perdida Para além de fantasmas do passado, a postura de Neymar em campo decepcionou parte da torcida. O camisa 10 entrou no meio do segundo tempo e era visto como a esperança para derrotar os noruegueses. Entretanto, o jogador arrumou confusões com os rivais e acabou amarelado. — A seleção não se esforçou, não teve alguém que correu atrás. Até o Neymar parece que entrou em campo para brigar — pontuou Fábio Grellet. Apesar dos desentendimentos do atacante com os adversários, há quem acredite que ele poderia ter sido a solução para a derrota. — Era ele que estava faltando. Ainda vai deixar o dele para ajudar — previu Alexandre Dias, antecipando o gol de pênalti marcado pelo jogador no fim dos acréscimos. Alexandre ainda acreditava que o camisa 10 poderia ter dado outro rumo à partida: — Faltou o menino Ney estar lá para bater aquele pênalti perdido pelo Bruno Guimarães. Seja nas cobranças comentadas pelos torcedores ou na fé de quem apelou para o espiritual, a sorte não esteve do lado do Brasil. Que a maré mude daqui a quatro anos e espante essa e outras urucas do caminho da Amarelinha.
'Nem arruda trouxe sorte': torcida lamenta a eliminação do Brasil em Copacabana
Mais de 18 mil pessoas assistiram da orla do bairro da Zona Sul a derrota de 2 a 1 para os noruegueses













