A intensa onda de calor que assolou a Europa no final de junho causou milhares de mortes. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Helicóptero lança água sobre um incêndio florestal perto do Col des Auzines, próximo a Trevillach, no sul da França — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 05/07/2026 - 09:23 Calor intenso e incêndios florestais devastam Europa Ocidental Incêndios florestais, impulsionados por uma intensa onda de calor, devastaram mais de 17 mil hectares na Europa, afetando principalmente França, Espanha e Portugal. A alta nas temperaturas, que pode novamente atingir 40°C, intensifica a preocupação. Na França, incêndios começaram um mês antes do habitual. Em Portugal, 13 mil hectares foram destruídos, com reforços de Espanha e Itália ajudando no combate. As mudanças climáticas são apontadas como um fator crucial para a severidade dos eventos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Neste fim de semana, centenas de bombeiros combatem incêndios florestais que reduziram milhares de hectares a cinzas na França, Espanha e Portugal, em meio ao aumento das temperaturas, enquanto o continente ainda se recupera de uma onda de calor extremo. Os incêndios florestais mais recentes já devastaram mais de 17 mil hectares nos três países, e as temperaturas podem voltar a atingir os 40°C nesta semana. A intensa onda de calor que assolou a Europa no final de junho causou milhares de mortes. Com a previsão de eventos climáticos mais extremos, o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, observou que os incêndios florestais de verão começaram um mês antes do habitual. Na Espanha, um incêndio florestal perto da turística Costa Brava catalã (nordeste) queimou 2.200 hectares. Em comunicado, os bombeiros afirmam ter "estabilizado" o incêndio em Bisbal del Ampurdán, mas estão preocupados com o flanco direito e temem um "dia complicado" devido às altas temperaturas e a um "perímetro muito descontínuo, com vários focos de vegetação não queimados dentro da área afetada", o que poderia causar novos focos. Segundo os guardas florestais, aproximadamente 97% da área afetada está localizada dentro da área natural protegida de Las Gavarras. As autoridades acreditam que foi causado por "negligência". O presidente da região da Catalunha, Salvador Illa, confirmou que uma pessoa foi presa. Quase 600 bombeiros foram mobilizados na França para conter um incêndio florestal que devastou mais de mil hectares em uma encosta de montanha em Trevillach, a cerca de 36 quilômetros a leste de Perpignan. As estradas da região foram fechadas e as autoridades ordenaram aos prefeitos que abram abrigos de emergência para as pessoas obrigadas a deixar suas casas. Outros 300 bombeiros franceses combateram mais um incêndio florestal em uma área montanhosa do departamento de Drôme, no sudeste do país. Incêndio florestal em Mailhac, no sul da França — Foto: AFP Portugal Em Portugal, os bombeiros conseguiram controlar cerca de 80% do perímetro de um incêndio florestal que devastou pelo menos 13 mil hectares de vegetação no norte do país em três dias, informou a Defesa Civil. "O fogo percorreu 35 km entre o seu ponto de partida e a sua localização atual, e ainda existem alguns focos de incêndio, mas a maioria está sob controle", disse à AFP José Costa, oficial de serviço do comando da Autoridade Nacional de Proteção Civil. A Espanha e a Itália enviaram reforços e aviões-tanque depois de Portugal ter solicitado ajuda para combater as chamas que deixaram pelo menos nove feridos, incluindo dois civis em estado grave. Diversas regiões de Portugal, Espanha e sul da França intensificaram os alertas neste domingo devido ao calor extremo, que, segundo os meteorologistas, poderá durar até o próximo fim de semana. A Europa Ocidental já sofreu duas ondas de calor este ano, em maio e junho. A última foi a mais intensa já registrada na Europa, com temperaturas que seriam "virtualmente impossíveis" no mês de junho sem as mudanças climáticas, de acordo com climatologistas da World Weather Attribution. Segundo uma análise da AFP, dois terços dos habitantes da Europa, ou seja, cerca de 410 milhões de pessoas, registaram temperaturas acima dos 35°C pelo menos uma vez durante a onda de calor entre 15 e 30 de junho. Alemanha, Polônia, Eslováquia, República Tcheca e Hungria registraram recordes históricos de temperatura, enquanto o Reino Unido e a Suíça tiveram o junho mais quente de sua história, assim como a França. 'Temporada longa' Na sequência desta onda de calor, a França registou mais de 2 mil mortes adicionais em comparação com o habitual em apenas uma semana, enquanto a Espanha e a Bélgica registaram mais de mil cada. Autoridades de diversos países temem que mais problemas estejam por vir neste verão. "As mudanças climáticas já estão aqui, estamos vivendo com suas consequências e ainda estamos apenas no início de julho", disse o coronel Eric Belgioino, do Corpo de Bombeiros francês. Belgioino está apelando para que as pessoas que vivem perto dos Pirenéus tomem precauções extras para evitar incêndios. "Será uma longa temporada para os bombeiros que combatem os incêndios. Vocês precisam nos ajudar", acrescentou.
Incêndios alimentados pelo calor extremo devastam mais de 17 mil hectares de florestas na Europa
A intensa onda de calor que assolou a Europa no final de junho causou milhares de mortes.











