Já notou nas transmissões dos jogos da Copa uma estatística chamada xG? Testada há mais de 60 anos, só recentemente ganhou os holofotes. É uma conta útil para entender a qualidade ofensiva de um time ou de um jogador.
A sigla quer dizer "expected goals", ou gols esperados. É um cálculo que analisa o quão difícil é converter determinado chute ou cabeceio em gol. Se o chute é de longe, é mais difícil que acerte em comparação a um chute de dentro da pequena área. Por isso, este último vai ter xG maior que o primeiro.Entra na conta não apenas a distância, mas o ângulo do chute (um tiro frontal ao gol tem xG maior). E tentativa de cabeça tem xG menor que com o pé.
O conceito começou a ser testado em 1962, quando psicólogos pediram a 33 jogadores profissionais que estimassem de que distância teriam 20% de chance de converter um gol.
A resposta média foi de 19 metros, bem fora da área. Quando foram de fato chutar de lá, converteram apenas 15%. Os jogadores eram mais otimistas que a realidade.
Ian Graham, que foi diretor de pesquisa do Liverpool, descreve esse experimento em seu livro "How To Win the Premier League" como a primeira demonstração empírica do conceito que ganharia o nome décadas depois.











