No mercado doméstico, os riscos relacionados às eleições influenciam a dinâmica tanto do câmbio quanto dos juros e da bolsa Manhã no mercado: Feriado nos EUA reduz liquidez, enquanto correção das ‘techs’ e produção industrial ficam no radar — Foto: Pixabay Em dia de feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos, a liquidez nos mercados locais deve ser reduzida nesta sexta-feira, enquanto os investidores acompanham uma correção nas ações de tecnologia e repercutem os dados mais fracos do mercado de trabalho americano, que reduziram as apostas de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed). No Brasil, os agentes se concentram nos dados de produção industrial e da balança comercial de junho, além das repercussões das sanções impostas por Washington e do cenário eleitoral. A reprecificação das empresas de chips e semicondutores continua pressionando o S&P 500 e o Nasdaq, enquanto o Dow Jones renovou seu recorde de fechamento na quinta-feira. Nesta manhã, por volta das 8h, os futuros operavam mistos: o Nasdaq recuava 0,80%, enquanto o Dow Jones subia 1,14%. Já o DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,11%, aos 100,76 pontos. O sócio e gestor da We Capital, Dan Kawa, afirma que as ações de maior beta e "momentum" passaram por uma correção abrupta nas bolsas americanas. Segundo ele, isso reflete uma combinação de posições excessivamente concentradas, baixa liquidez, elevada volatilidade entre fatores e rebalanceamentos típicos de fim de trimestre. Em publicação na rede X, Kawa afirma que esse ajuste pode abrir espaço para uma rotação dentro do mercado, favorecendo ativos e setores que ficaram para trás durante o período de forte concentração nas teses ligadas à inteligência artificial. Na avaliação do gestor, o processo também indica uma mudança de foco dentro da cadeia de valor, da infraestrutura para a capacidade de monetização dos investimentos em IA. Já o relatório oficial de empregos ("payroll") dos Estados Unidos trouxe um alívio adicional em relação ao risco de uma eventual retomada do ciclo de alta de juros pelo Fed. No mercado doméstico, os riscos relacionados às eleições seguem no radar dos investidores e influenciam a dinâmica tanto do câmbio quanto dos juros e da bolsa. A queda dos preços das commodities e as incertezas sobre os próximos passos do Banco Central também permanecem como fatores de pressão para os ativos nos próximos dias.