A Ópera Garnier de Paris ficará fechada por cinco anos, de 2027 a 2032, para reforma. Inicialmente, os trabalhos estavam previstos para durar apenas dois anos, mas a presença de chumbo no edifício exigirá a ampliação do cronograma 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Palácio Garnier foi projetaod pelo arquiteto Charles Garnier em 1875 — Foto: Jean-Pierre Delagarde/OnP “É uma escolha que assumimos, uma decisão responsável tomada para garantir a viabilidade a longo prazo de nossas instalações”, afirmou na quinta-feira Alexander Neef, diretor-geral da Ópera de Paris. “Estamos tomando essa medida agora para evitar ter de iniciar outro grande projeto de reforma daqui a alguns anos”, acrescentou. Em 31 de outubro de 2024, a Ópera de Paris anunciou um plano de fechamento escalonado de seus dois teatros: o Palais Garnier entre 2027 e 2029 e a Ópera Bastilha entre 2030 e 2032. O objetivo é modernizar as torres cênicas, que compreendem as estruturas localizadas acima e abaixo do palco, com a atualização dos equipamentos de cena e da infraestrutura dos edifícios, incluindo redes técnicas, sistemas elétricos e de climatização. “Como acontece com muitos monumentos históricos, a presença de chumbo no Palais Garnier é conhecida e monitorada regularmente. A questão já estava contemplada no plano inicial da obra”, explicou Neef. Segundo o diretor-geral, a mudança decorre do endurecimento das normas de segurança. Ele informou que os órgãos responsáveis exigem agora a remoção completa do chumbo presente na torre cênica durante a reforma. Com isso, as obras no Palais Garnier, edifício inaugurado há 151 anos e classificado como monumento histórico desde 1923, serão prolongadas. Já a reforma da Ópera da Bastilha não poderá começar antes da temporada 2033-2034. A brasileira Luciana Sagioro se torna principal bailarina do corpo de baile da Ópera de Paris 1 de 10 Luciana Sagioro se torna primeira coryphée brasileira da Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram 2 de 10 Luciana Sagioro é a primeira bailarina brasileira da Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Os bailarinos Luciana Sagioro e Alexander Maryianowski dançando na Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram 4 de 10 Atualmente, Luciana Sagioro tem quatro solos na Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram X de 10 Publicidade 5 de 10 Luciana Sagioro é a primeira bailarina brasileira da Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram 6 de 10 Os bailarinos Luciana Sagioro e Alexander Maryianowski dançando na Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram X de 10 Publicidade 7 de 10 Atualmente, Luciana Sagioro está dançando quatro solos na Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram 8 de 10 Os bailarinos Luciana Sagioro e Alexander Maryianowski dançando na Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram X de 10 Publicidade 9 de 10 Luciana Sagioro é a primeira bailarina brasileira da Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram 10 de 10 Luciana Sagioro é a primeira bailarina brasileira da Ópera de Paris — Foto: Reprodução/Instagram X de 10 Publicidade Conheça o trabalho da primeira brasileira na Ópera de Paris se tornar Coryphée da companhia francesa Enquanto um dos teatros estiver fechado, o outro continuará funcionando para receber as produções de ópera e dança da instituição. A Ópera de Paris também prevê apresentações em espaços externos, entre eles o Théâtre des Champs-Élysées, o Théâtre du Châtelet, o Théâtre de Chaillot e o Théâtre de la Ville, informou Neef. Visitas suspensas Outra novidade anunciada na quinta-feira diz respeito às áreas abertas à visitação turística da Ópera Garnier, uma importante fonte de receita que gera cerca de € 13 milhões (cerca de R$ 77,2 milhões) por ano. Embora estivesse previsto que permanecessem acessíveis ao público, esses espaços “poderão ficar temporariamente indisponíveis por dois anos” devido a possíveis transtornos causados pelas obras, como ruídos e vibrações, informou a direção. Um eventual fechamento integral do edifício dependerá do método escolhido para a descontaminação do chumbo após os testes que serão realizados nos próximos meses, explicou o diretor-geral. O custo adicional dessas adaptações “ainda não é conhecido”, disse Neef. Segundo ele, a estimativa dependerá dos resultados dos testes, da decisão sobre um possível fechamento total do Palais Garnier e da capacidade de autofinanciamento da instituição. Em setembro, o Ministério da Cultura estimou o custo das obras em € 450,8 milhões (cerca de R$ 2,68 bilhões) ao longo de seis anos, dos quais 25% serão financiados pelo Estado. O projeto também prevê intervenções de menor porte em outras instalações da instituição, como a Escola de Dança de Nanterre, na região oeste de Paris, e os Ateliers Berthier, onde são armazenados figurinos e cenários. Em 2025, o orçamento da Ópera de Paris registrou um pequeno superávit. O financiamento da instituição veio 42% de subsídios públicos e 58% de receitas próprias, como venda de ingressos, patrocínio e visitas turísticas. Em relação aos funcionários, a direção pretende adaptar o plano de acompanhamento dos profissionais afetados pelo fechamento do palco do Garnier. “Examinaremos atentamente os impactos precisos à luz dos testes realizados neste verão. Depois disso, as medidas de apoio precisarão ser discutidas e negociadas”, afirmou Neef, destacando o objetivo de “preservar competências e empregos para a reabertura do teatro”. A lenda do Fantasma da Ópera A Ópera Garnier, ou Palais Garnier, é um dos mais célebres teatros líricos do mundo e um dos principais monumentos de Paris. Inaugurada em 1875, foi projetada pelo arquiteto francês Charles Garnier, de quem herdou o nome. Ópera Don Giovanni, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro 1 de 6 "Don Giovanni" no Municipal do Rio: mascarado, Don Giovanni (Homero Pérez-Miranda) mata o Comendador (Pedro Olivero) — Foto: Leo Martins 2 de 6 "Don Giovanni" no Municipal do Rio: o tenor Fernando Portari e o soprano Ludmilla Bauerfeldt como Don Ottavio e Dona Anna — Foto: Leo Martins X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 "Don Giovanni" no Municipal do Rio: Homero Velho como o servo Leporello (esq.) e Homero Pérez-Miranda como Don Giovanni — Foto: Leo Martins 4 de 6 "Don Giovanni" no Municipal do Rio: o soprano Cláudia Riccitelli como Dona Elvira — Foto: Leo Martins X de 6 Publicidade 5 de 6 Don Giovanni (Homero Pérez-Miranda) tenta seduzir Zerlina (Sophia Dornellas) em cena da ópera de Mozart no Theatro Municipal: “Tem uma denúncia aí”, diz o cantor chileno, que interpreta o protagonista — Foto: Leo Martins 6 de 6 Don Giovanni queima no inferno levado pelas willis, uma referência ao balé "Gisele" — Foto: Leo Martins X de 6 Publicidade Montagem tem direção cênica de André Heller-Lopes e direção musical e regência de Tobias Volkmann Localizado no 9º distrito da capital francesa, o edifício foi a sede principal da Ópera de Paris até a inauguração da Ópera da Bastilha, em 1989. A construção é considerada uma obra-prima do estilo Beaux-Arts, com fachada ricamente ornamentada, escadarias monumentais e salões luxuosos. Em 1964, o teto da sala principal recebeu uma pintura do artista Marc Chagall. O edifício inspirou o romance O Fantasma da Ópera, escrito por Gaston Leroux e publicado em 1910. A obra deu origem ao famoso musical de mesmo nome. O livro mistura ficção com elementos reais do teatro, como corredores e passagens secretas, o grande reservatório de água localizado sob o prédio e acidentes ocorridos no local ao longo do século XIX. Esses elementos contribuíram para a criação da lenda de que a ópera seria assombrada por um misterioso fantasma. Hoje, a Ópera Garnier recebe principalmente apresentações de balé, concertos e algumas produções líricas, além de permanecer como uma das atrações turísticas mais visitadas de Paris. Com AFP