Seis dias após um avião colidir com o prédio mais alto de Pequim, a capital da China, autoridades do país asiático informaram nesta quinta-feira (2) que o piloto, um homem de 66 anos identificado apenas pelo sobrenome Liu, sofria de insônia e ansiedade havia anos e manifestava, de forma recorrente, o desejo de tirar a própria vida. Segundo o governo local, o caso teve "motivação pessoal".
O governo do distrito de Chaoyang, onde ocorreu a colisão, divulgou que Liu desviou da rota de voo previamente autorizada, perdeu contato com o aeroporto de onde havia decolado e colidiu com o prédio.
O piloto atingiu a torre de 108 andares, que abriga a sede de um dos maiores conglomerados estatais da China. O arranha-céu fica a cerca de 7 km de Zhongnanhai, complexo onde trabalham o líder Xi Jinping e outros integrantes da cúpula do regime chinês.
O caso ocorreu poucos dias antes das comemorações do 105º aniversário do Partido Comunista Chinês, no Grande Salão do Povo, localizado nas proximidades da Praça da Paz Celestial. Casos desse tipo são raros na China, que mantém um dos controles mais rígidos do mundo sobre o espaço aéreo e adota fortes medidas de segurança em torno de suas principais autoridades.










