Tradição centenária celebra aliança entre povos indígenas e simboliza prosperidade para a cidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O prefeito de San Pedro Huamelula, Daniel Gutiérrez Peña, beija simbolicamente a jacaré vestida de noiva durante cerimônia tradicional realizada em Oaxaca, no México. O ritual, com mais de 230 anos de história, é celebrado para pedir fartura, boa pesca e prosperidade à comunidade — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 08:30 Casamento Ritual entre Prefeito e Jacaré Promove Harmonia em Oaxaca Um ritual centenário em San Pedro Huamelula, Oaxaca, México, celebra a união entre povos indígenas através de um casamento simbólico entre o prefeito e uma jacaré fêmea, conhecida como "princesa menina". Esta tradição, que mescla folclore e religiosidade, pede por prosperidade, boas colheitas e pesca abundante. Incorporando elementos católicos, a cerimônia ocorre anualmente há mais de 230 anos, refletindo uma aliança de paz entre os povos chontal e huave. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em uma cerimônia que mistura folclore, religiosidade e tradições indígenas, o prefeito da pequena cidade de San Pedro Huamelula, no estado de Oaxaca, no sul do México, voltou a se casar simbolicamente com uma jacaré fêmea como parte de um ritual realizado há mais de 230 anos. A celebração, realizada na última segunda-feira, mobilizou moradores, músicos e dançarinos em um cortejo pelas ruas da cidade e tem como objetivo pedir abundância nas colheitas, boa pesca, chuvas e prosperidade para a comunidade. Vestida com um vestido de noiva branco, a jacaré — conhecida pelos moradores como "princesa menina" — foi carregada em procissão antes da cerimônia oficial. Como medida de segurança, sua boca permaneceu amarrada durante o evento. Ao fim do ritual, o prefeito Daniel Gutiérrez Peña selou simbolicamente a união com um beijo no animal, repetindo um gesto que se tornou marca da celebração. Segundo a tradição local, o casamento representa a união entre os povos indígenas chontal e huave. A origem do ritual remonta à lenda de um casamento entre um rei chontal e uma princesa huave, que teria colocado fim a um conflito entre as duas comunidades e simbolizado uma aliança de paz. Ao longo dos anos, a cerimônia passou a incorporar elementos do catolicismo e integra as festividades em homenagem a São Pedro Apóstolo, padroeiro da cidade. As comemorações se estendem por três dias e incluem missas, apresentações musicais, danças típicas e desfiles pelas ruas do município. Para os moradores, o ritual vai além do caráter folclórico que costuma chamar a atenção nas redes sociais. A cerimônia é considerada uma forma de agradecer à natureza e pedir fartura para as atividades que sustentam a região, especialmente a pesca e a agricultura.