Promotores federais alemães afirmaram acreditar que um cidadão ucraniano acusado de ter ligação às explosões dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 "agiu a mando de autoridades estatais ucranianas" para destruir as estruturas. O suspeito foi acusado formalmente pela Justiça alemã de cumplicidade em crime de guerra, interrupção de serviços públicos, provocação de explosão e destruição de infraestrutura. Segundo os promotores, o objetivo dos ataques era interromper permanentemente o fornecimento de gás por meio dos gasodutos e impedir que a Rússia utilizasse a receita do comércio de gás natural para financiar seus esforços de guerra. Agora no g1 Já havia a suspeitas de sabotagem, porém a acusação desta quinta foi a 1ª que envolveu autoridades estatais ucranianas. O governo de Volodymyr Zelensky não havia se pronunciado sobre a acusação do MP alemão até a última atualização desta reportagem. 👉 Os gasodutos Nord Stream, construídos sob o mar báltico, ligam a Rússia à Alemanha e o gás russo que chegava era então distribuído para outros países da Europa. O ataque, em setembro 2022, prejudicou o principal fluxo do produto rumo ao continente europeu e marcou uma transformação no consumo pelos países da UE. O ucraniano, identificado apenas como Serhii K, liderava uma equipe de mergulhadores profissionais e um especialista em explosivos, entrou na Alemanha com um passaporte ucraniano falsificado em setembro de 2022 e embarcou em um iate alugado com documentos de identidade falsos, afirmou o MP alemão. O ucraniano e seus cúmplices então transportaram grandes quantidades de explosivos de alto desempenho, adequados para uso militar, por águas internacionais até um local próximo à ilha dinamarquesa de Bornholm, de onde os fixaram nos gasodutos submarinos, de acordo com o comunicado. Imagem de arquivo mostra encanamentos de gás da Nord Stream em Lubmin, na Alemanha — Foto: Hannibal Hanschke/Reuters Serhii K foi preso na Itália em agosto de 2025 e transferido para a Alemanha em novembro. Ele nega envolvimento com as explosões. Tribunais alemães consideraram o caso sob jurisdição do país porque os gasodutos danificados terminam em Lubmin, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, e sua destruição afetou a segurança energética e a segurança interna da Alemanha. Mapa mostra os gasodutos Nord Stream 1 e 2 no mar Báltico — Foto: Arte g1