A Lituânia confirmou nesta quinta-feira (2) que irá remover o veto constitucional à presença de armas nucleares em seu território, encerrando uma política que valia desde o fim da União Soviética, da qual fazia parte até 1991.
O presidente Gitanas Nauseda disse que a medida irá ocorrer até o fim do ano, concordando com a intenção anunciada pelo novo primeiro-ministro do país, Mindaugas Sinkevicius, que assumiu o posto na terça (30).
O país é um dos mais expostos na região, contando com proteção aérea de outros membros da aliança militar Otan e com o reforço da primeira base militar germânica fora do território alemão desde a Segunda Guerra Mundial.
"A situação geopolítica está piorando. Nossa Constituição foi escrita quando ela era totalmente diferente [em 1992]", afirmou Nauseda, ressaltando que ainda não há planos para admitir os armamentos da Otan em solo lituano.
Com isso, o Estado Báltico se une à Finlândia, que derrubou veto semelhante de 1987 em forma de lei na quarta (1º). Antes, a também membro da Otan Polônia havia dito que gostaria de ver armas nucleares americanas em seu território para conter a ameaça percebida quando Vladimir Putin instalou ogivas táticas na vizinha Belarus, sua aliada.











