Meu São João teve fogueira. Teve também sanfona e pandeirão. Teve boi e indígenas. Chapéu de fita e colar de crochê. Mungunzá e arroz de cuxá. Sobretudo, teve paixão e Brasil.
Estive esses dias no Cariri paraibano e em São Luís do Maranhão, dois locais que me devolveram o significado de uma festa que eu temia estivesse se perdendo. Estive esses dias no Cariri paraibano e em São Luís do Maranhão, dois locais que me devolveram o significado de uma festa que eu temia estivesse se perdendo —a força das nossas tradições.
Começo a contar esse trajeto junino pelo lajedo do Marinho, Paraíba, onde celebrei o São João dançando quadrilha com um punhado de gente em volta de uma fogueira ao som de Wagner Sanfoneiro, hipnotizando todos como um certo flautista de Hamelin.
Eu estava mais uma vez no Cariri, pelas mãos dos irmãos Buriti, Pablo e Thiago. As experiências de imersão oferecidas pela agência deles, a Visu, são perfeitas para quem quer viver um Brasil profundo. Desta vez, eles somaram o encantamento do São João ao roteiro .
A simplicidade da festa no lajedo somou-se à grandiosidade das quadrilhas de Campina Grande —mais que uma ruptura, uma evolução. E descobri a dedicação por trás desse ritual visitando o tradicional Arraial em Paris.








