O pedido de investigação foi feito pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) Ministro André Mendonça em sessão plenária do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para investigar o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso está em sigilo. Caberá à PGR verificar se é preciso apurar os repasses à cinebiografia sobre o Bolsonaro. O pedido de investigação foi feito pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que argumenta que é preciso apurar eventuais irregularidades no financiamento de “Dark Horse” por parte do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. De acordo com o parlamentar, é preciso investigar se há conexão entre o financiamento, valores solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o filme e a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos contra autoridades. “A ampliação subjetiva é necessária para incluir Flávio como investigado pelos fatos novos relacionados à captação, cobrança, intermediação ou destinação de valores vinculados ao suposto financiamento do filme ‘Dark Horse’, bem como por eventual participação, ainda que indireta, na estrutura material de apoio à campanha internacional conduzida por Eduardo”, diz o pedido. O caso era inicialmente relatado por Alexandre de Moraes, mas o presidente do Supremo, Edson Fachin, redistribuiu o pedido para que ele fosse conduzido por Mendonça. O motivo é que Mendonça já relata outros inquéritos com relação ao “Dark Horse”. O pedido de Lindbergh foi feito após o site The Intercept Brasil revelar que Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões para financiar o filme. A reportagem mostrou que Flávio, pré-candidato à Presidência, pediu dinheiro para o ex-banqueiro. A negociação envolvia um valor maior: de R$ 134 milhões para financiar “Dark Horse”. Segundo Lindbergh, apesar de mensagens revelarem que Flávio pediu dinheiro para o filme, é preciso investigar para onde foram os recursos, quem os recebeu, quem os intermediou e se houve desvio de finalidade. Procurado por meio de sua assessoria, Flávio não comentou até a publicação desta reportagem.