Um estudo em Belo Horizonte identificou uma maior incidência de reações alérgicas após a aplicação da vacina contra a dengue Qdenga, da fabricante Takeda, do que a observada em ensaios clínicos e em estudos-piloto após a comercialização da vacina.

Foram identificados 28 casos de hipersensibilidade (reação alérgica) à vacina em um total de 146.115 doses aplicadas em crianças de 6 a 14 anos entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025 —sendo 104.286 primeiras doses e 41.829 segundas doses do imunizante.

Dos 28 casos, 9 foram classificados como anafilaxia e dois como choque anafilático. O artigo foi publicado na última sexta-feira (26) na revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Todas as reações adversas observadas ocorreram após a aplicação da primeira dose. A idade média dos pacientes com reação alérgica foi 9,4 anos. Todos os pacientes receberam atendimento médico e tiveram recuperação completa em até 48 horas.

Segundo o levantamento, a incidência de eventos adversos pós-vacinação, considerando o total de doses aplicadas no período, foi de 191,6 casos por milhão de doses (ou 1 a cada 10 mil doses). Na análise dos casos classificados como anafilaxia, a taxa é de 61,6 por milhão. Em todo o país, a incidência observada dessa reação adversa foi de 36,4 casos por milhão de doses.