O presidente do Fed (Federal Reserve), Kevin Warsh, afirmou nesta quarta-feira (1º) que buscará com firmeza a meta de inflação de 2% do banco central dos Estados Unidos e que "decepcionará" quem espera uma política monetária frouxa, apesar dos pedidos do presidente Donald Trump por cortes na taxa de juros.
"Se as pessoas acharam que este banco central se sentiria confortável com um objetivo de inflação acima de 2%, ficarão decepcionadas", disse Warsh a um painel do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, enfatizando que —além de reafirmar a meta de inflação— ele dará poucas indicações sobre para onde acredita que a política monetária ou a economia estejam se dirigindo.
Questionado se a possibilidade de decepção se estende a Trump, que escolheu Warsh para assumir o comando do Fed e afirmou esperar queda nos custos dos empréstimos, Warsh respondeu: "Somos um banco central independente há muito tempo. Continuaremos sendo um banco central independente neste momento e vocês não verão nenhuma mudança nesse aspecto".
Warsh falou apenas dois dias depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu que Trump não poderia demitir a diretora do Fed Lisa Cook, afirmando a posição do banco central mesmo enquanto os juízes ampliavam o poder do presidente para destituir membros de outros órgãos ostensivamente independentes —uma decisão que Warsh disse ter lido, mas não acredita que mudará a forma como o Fed age.













