O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos pré-candidatos à Presidência, estiveram em Minas Gerais em junho; as agendas evidenciaram a dificuldade que os dois têm tido para confirmar o palanque no estado —além de ser o segundo maior colégio eleitoral do país, historicamente o mais votado ali ganha também a eleição nacional.

Depois da desistência de Rodrigo Pacheco (PSB), Lula indica preferir uma candidatura do PT, mas a mais cotada para isso, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, quer se lançar ao Senado, vem criticando a ideia do presidente e defende se aliar a um partido como MDB ou PSB. Flávio Bolsonaro enfrenta a dubiedade do senador Cleitinho (Republicanos) sobre a possibilidade de concorrer.

A 20 dias do começo das convenções partidárias, o quadro em Minas pode ser considerado uma exceção: levantamento da Folha mostrou que, para o PT, todos os outros estados e o DF têm palanques encaminhados; para o PL, há incertezas em locais no Sudeste, no Nordeste e no Norte.

O Café da Manhã desta quarta-feira (1º) discute o peso de Minas Gerais na eleição presidencial e analisa o porquê da indefinição, à esquerda e à direita, no estado. O podcast ouve a cientista política Marta Mendes, professora da UFJF e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Política Local.