"O meio-campo se machucou ontem, no finzinho do primeiro tempo da partida contra o Japão. Ele até saiu escorado pelos colegas. Foi substituído no intervalo. Hoje, ele realizou exame de imagem. A CBF divulgou o resultado. Explicou que ele teve constatada uma lesão na região posterior da coxa esquerda. A partir de agora, ele vai seguir um protocolo intensivo de tratamento e vai ser acompanhado pelos médicos da confederação", conta o repórter Felipe Brisolla. A equipe apurou que essa é uma lesão de grau dois. O que significa que Paquetá teve um ruptura parcial das fibras musculares e que, agora, vai ter que correr contra o tempo para tentar se recuperar até o fim do Mundial. "A chance é remota. Mas, evidentemente, todo o trabalho, diariamente, vai ser feito nesse sentido. Até por isso, segue com a deleção nos Estados Unidos", diz Felipe Brisolla. Arte mostra lesão de Lucas Paquetá — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução A Seleção voltou de Houston na noite de segunda-feira (29). Nesta terça-feira (30), os jogadores fizeram atividades mais tranquilas. Um treino regenerativo, mais para controle de carga. E, depois, os jogadores ganharam uma folga. Uma folga que só termina nesta quarta-feira (1º) à noite, quando eles se reapresentam na concentração. A Seleção Brasileira já está reunida há 35 dias - desde o dia 27 de maio. É bastante tempo. Então, eles vão ter um tempo para relaxar depois da vitória merecida contra o Japão nos acréscimos e que colocou o Brasil nas oitavas de final. Força do coletivo Força do coletivo é uma das características da Seleção de Carlo Ancelotti Uma das características da Seleção do Carlo Ancelotti é a força do coletivo. Em seu esforço para aprender português, o técnico da Seleção já descobriu uma palavra da nossa língua que não tem tradução: saudade. Nesta terça-feira (30), ele não resistiu e foi reencontrar a bola. É uma longa história de intimidade. Ancelotti era meio-campo e chegou a disputar duas Copas do Mundo pela Itália - 1986 e 1990. Foi um dia de reencontros não só para o treinador. Raphinha ainda não tocou na bola, mas pisou no gramado pela primeira vez desde a lesão na coxa direita no jogo contra o Haiti. Ainda é cedo para saber se ele joga contra a Noruega. Mesmo que Raphinha fique no banco de reservas, a presença dele é importante para um técnico que gosta de transformar o time durante as partidas e usar todas as opções. Em quatro jogos, Ancelotti fez 19 substituições. E, se Vini Jr. participou de seis dos nove gols, a equipe já mostrou que pode encontrar soluções sem ele também. Com 4 passes para gol na Copa, Bruno Guimarães é o maior símbolo da força do coletivo da Seleção Brasileira — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução O gol da vitória contra o Japão é o maior exemplo. Sete jogadores constroem o lance decisivo: os zagueiros Gabriel e Marquinhos chegando ao campo de ataque. A tabelinha de Rayan e Danilo na direita que vai desarmando a defesa do Japão. O papel de Endrick é não desistir, dar combate até Rayan aparecer e tocar para Bruno Guimarães, que passa para Martinelli fazer o gol. Sem depender de Vini Jr.. O papel dele foi só comemorar, como já tinha feito no primeiro gol, no canto esquerdo que é território do camisa 7. O maior símbolo desse jogo coletivo é Bruno Guimarães. Ele já deu quatro passes para gol nessa Copa. Ancelotti gosta de ver a bola de pé em pé. Qualquer jogador que tenta brilhar sozinho tira do sério o exigente treinador. Ainda que eles sejam a mesma pessoa. Comentários Paulo Nunes e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Renata Vasconcellos: Paquetá fora. Ancelotti vai ter que mexer no time. No último jogo, contra o Japão, ele trocou pelo Endrick. Mas era uma situação completamente diferente de jogo.Paulo Nunes, comentarista: O normal seria ele começar com o Danilo Santos. Primeiro porque é um meio-campo de origem. É canhoto, tem as mesmas características do Paquetá. Ele pisa muito dentro da área. Mas, acima de tudo, defensivamente ele ajuda bastante. Agora, ele tem outras opções. Ele tem Martinelli, que vem jogando por dentro, como meia. Tanto que fez até o gol. Não acredito muito nessa mexida, porque é um jogador mais de ataque, mais ofensivo. E tem o Endrick, que entrou no jogo no lugar do Paquetá. Mas ficou muito ofensivo. Não acredito que ele vai mexer tanto assim. Apesar que ele surpreende muito.Renata Vasconcellos: Porque a gente tem que cuidar da defesa. LEIA TAMBÉM