Mineração 4.0: a revolução industrial do setorDrones, satélites, 5G, gestão de dados e veículos autônomos já estão na operação da Vale, Rio Tinto e BHP; para especialistas é a revolução industrial do setor. Crédito: EstadãoGerando resumoA Alcoa, multinacional americana da indústria do alumínio, acaba de anunciar a compra de todos os ativos de mineração (bauxita), refinaria (alumina) e alumínio da australiana South32 por US$ 4,1 bilhões (mais de R$ 20 bilhões). No Brasil, a aquisição inclui ativos em operação nos Estados do Maranhão e do Pará.De acordo com informação da companhia, o negócio reforça sua posição como empresa líder e especializada no segmento “upstream” (desde a extração mineral ao processo de refino e metal) de alumínio, com um portfólio ampliado de ativos de bauxita, alumina e alumínio de classe mundial. Multinacional americana de alumínio reforça liderança global com aquisição de ativos da australiana South32 (na foto, transporte de alumínio líquido da fábrica da Alcoa em Poços de Caldas) Foto: J.F. Diório/EstadãoPUBLICIDADEEm comunicado, a Alcoa ressaltou que “aquisição agregará um conjunto de ativos de mineração, refino e fundição de alta qualidade, baixo custo e diversificação global, fortalecendo ainda mais a plataforma de integração “da mina ao metal” da Alcoa”.O negócio envolve valor total de US$ 4,1 bilhões, em dinheiro e ações, mais um direito de valor contingente de até US$ 750 milhões, com pagamentos baseados em um acordo de participação nas receitas vinculado aos preços futuros de alumina e alumínio. A expectativa é de que a transação gere US$ 900 milhões em sinergias operacionais, em valor presente. Brasil pode ter um papel na disputa por minerais críticos, diz diretor da EurásiaChristopher Garman analisa a rivalidade entre Estados Unidos e China e a disputa por terras raras. Crédito: Daniel GatenoPela estrutura da operação, a South32 receberá pagamento inicial de US$ 3,1 bilhões em dinheiro e cerca de 17 milhões de ações ordinárias recém-emitidas da Alcoa, com valor implícito de cerca de US$ 1 bilhão. As ações representarão aproximadamente de 6% do capital da Alcoa.Segundo a multinacional, o negócio “amplia significativamente uma fonte crítica de produção global, fortalecendo a capacidade da Alcoa de atender clientes em larga escala”. E reforça fornecimento global seguro e confiável de alumínio em um momento de demanda crescente por minerais e metais críticos. Publicidade“A operação consolida o compromisso e os investimentos de longo prazo da Alcoa na Austrália e no Brasil, além de estabelecer nova presença na África do Sul”, destacou no comunicado. A transação está prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2027, após a aprovação dos acionistas da South32 e a dos órgãos regulatórios. “Este é exatamente o tipo de oportunidade para a qual a Alcoa está estruturada”, disse William F. Oplinger, presidente e CEO da Alcoa. “Estes ativos de alta qualidade e relevância global encaixam-se perfeitamente na estratégia do nosso portfólio”, acrescentou.A empresa informa que, após a conclusão da operação, a Alcoa será uma produtora global líder de alumina e alumínio, com uma produção “pro forma” para o ano civil de 2025 de 3,2 milhões de toneladas de alumínio e 14,8 milhões de toneladas de alumina, ampliando sua escala e competitividade global e fortalecendo sua posição para capturar o crescimento da demanda de longo prazo.PublicidadeQuais são as operações no Brasil?O negócio envolve participações da South32 em ativos na Austrália, na África do Sul e no Brasil. Na Austrália Ocidental, inclui a mina de bauxita de Boddington e a refinaria de alumina de Worsley; Na África do Sul, a fundição de alumínio de Hillside e as instalações da fundição de Bayside (atualmente inativa).No Brasil, a aquisição inclui dois importantes ativos. A participação de 33% no consórcio que opera a mina de bauxita da Mineração Rio do Norte (MRN), localizada no município de Oriximiná (distrito de Porto de Trombetas) no Estado do Pará. A MRN tem capacidade de produção da ordem de 12 milhões de toneladas de bauxita por ano.Leia tambémInvestimento bilionário vai transformar lama vermelha em matéria-prima verde para indústria de açoTrump reduz impacto de tarifas sobre cobre, aço e alumínio para aliados comerciaisColuna do Broadcast: Em cenário volátil, trading brasileira cresce em alumínioPUBLICIDADENo Maranhão, a South32 é atualmente sócia da Alcoa na refinaria de alumina e na fundição de alumínio do consórcio Alumar, em São Luís. Possui 36% da refinaria e 40% da fundição. Na produção de metal, a unidade maranhense tem capacidade total (das duas empresas) de fazer mais de 400 mil toneladas de alumínio por ano. A transação excluirá a fundição de alumínio Mozal, que a South32 tem em operação em Moçambique. A corporação, sediada em Perth, foi criada em maio de 2015, fruto de uma cisão da antiga BHP Billiton para agrupar e gerenciar um portfólio diversificado de ativos secundários da gigante BHP.
Alcoa volta ao jogo de aquisições e fusões globais ao adquirir ativos da South32 por US$ 4,1 bilhões
Companhia americana considera negócio estratégico por reforçar sua posição como líder global com portfólio amplo em três segmentos do setor de alumínio










