Se algo tem dado certo no time de Carlo Ancelotti é a adaptabilidade. Para passar pelo Japão, a seleção brasileira teve de jogar de uma forma ainda inédita nesta Copa. E na próxima fase, contra a Noruega, terá de se adaptar novamente, contra um dos times mais fortes fisicamente do campeonato.

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Na fase de 16 avos, a bola ficou no pé do time brasileiro como nunca neste Mundial. A posse de bola ficou em quase 70%, ante 51% contra o Marrocos, o jogo de estreia, o único que a equipe não venceu.

A forma recuada do Japão atuar na segunda-feira (29) também forçou uma troca de passes inédita até então para a seleção brasileira (682; o segundo maior número para os brasileiros havia sido 605 na vitória contra a Escócia).

Nesse formato defensivo japonês, pela primeira vez no torneio Vinicius Junior não fez gol ou deu assistência. Com o fracasso no primeiro tempo, Ancelotti decidiu no intervalo mudar a forma de atacar, quando o time perdia por 1 a 0. "A ideia inicial era ter superioridade no meio-campo, achar o passe entre as linhas. Não saiu, porque eles estavam muito fechados. Mudamos no intervalo para ter mais cruzamentos."