Imagens divulgadas por socorristas jordanianos mostram a retirada da criança dos escombros após horas de trabalho; tragédia já deixou 1.943 mortos no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Menino de três anos é resgatado com vida seis dias após terremotos na Venezuela — Foto: Reprodução / X RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 17:21 Menino de 3 anos é resgatado após 6 dias soterrado na Venezuela Um menino de três anos foi resgatado com vida seis dias após ser soterrado por terremotos devastadores na Venezuela, que resultaram em 1.943 mortes. O resgate, realizado por socorristas jordanianos, é considerado extremamente raro, superando a janela de 72 horas geralmente estimada para salvar pessoas após um tremor. A criança foi atendida e transferida para um hospital enquanto a ONU alerta para a crise humanitária na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma equipe de socorristas da Jordânia conseguiu resgatar com vida, nesta terça-feira, um menino de três anos que havia ficado soterrado sob os escombros após os dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho, informou a Defesa Civil jordaniana. O resgate da criança é considerado uma exceção extremamente rara, por ter ocorrido seis dias após os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5, que deixaram 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o balanço oficial mais recente. Especialistas estimam que a janela para retirar pessoas soterradas com vida após um terremoto seja de cerca de 72 horas. De acordo com a Diretoria de Segurança Pública (DSP) da Jordânia, os socorristas trabalharam durante horas para alcançar a criança, que estava presa sob os destroços de uma residência. "A equipe trabalhou ininterruptamente por horas para remover os escombros utilizando equipamentos especializados de última geração, enquanto monitorava os sinais vitais da criança por meio de dispositivos térmicos, até conseguir alcançá-la e retirá-la sem causar qualquer dano", informou o órgão em comunicado. Forte terremoto atinge a Venezuela 1 de 20 Fotografias aéreas mostra comparação do antes e depois do terremoto em La Guaira — Foto: Vantor / AFP 2 de 20 Equipes de resgate seguem em uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes soterrados em Caracas — Foto: Federico PARRA / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Um homem inspeciona um prédio de apartamentos que desabou após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira, a cerca de 30 km a noroeste de Caracas, em 25 de junho de 2026 — Foto: FEDERICO PARRA / AFP 4 de 20 Registro mostra o interior de uma casa após terremoto na cidade de Catia La Mar — Foto: Federico PARRA / AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Pessoas dormem na rua após o terremoto em Caracas — Foto: Manaure QUINTERO / AFP 6 de 20 Equipes de socorro, incluindo integrantes da Cruz Vermelha Venezuelana, procuram pessoas que possam estar presas sob os escombros — Foto: Federico PARRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Busca por pessoas que possam estar soterradas em Caracas — Foto: Federico PARRA / AFP 8 de 20 Nos próximos dias, o esforço humanitário deverá se concentrar no resgate de sobreviventes — Foto: Federico PARRA / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 As pessoas retiradas dos escombros estão recebendo atendimento médico em clínicas locais — Foto: Federico PARRA / AFP 10 de 20 Grupos de resgate fazem buscas com pessoas nos escombros em Catia La Mar — Foto: Juan BARRETO / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Prédios destruídos, feridos e pânico: imagens mostram destruição causada por terremoto na Venezuela — Foto: Juan Barreto/AFP 12 de 20 O governo venezuelano declarou estado de emergência após dois fortes terremotos atingirem o país quase consecutivamente — Foto: Juan Barreto/AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Os tremores foram sentidos até na Colômbia e no Brasil — Foto: Federico Parra/AFP 14 de 20 As cenas em Caracas eram de destruição e pânico — Foto: Federico Parra/AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Pessoas do lado de fora gritavam os nomes de seus parentes, e alguns voluntários escalavam os escombros — Foto: Federico Parra/AFP 16 de 20 Diversas áreas ficaram sem energia elétrica. Muitas ruas estavam cobertas de cacos de vidro — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Pessoas que evacuaram prédios em Caracas esperaram mais de uma hora antes de retornar — Foto: Manaure Quintero/AFP 18 de 20 Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas — Foto: Manaure Quintero/AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Terremotos causaram destruição na Venezuela — Foto: AFP 20 de 20 Terremotos na Venezuela: país registra 10 réplicas após abalos que deixaram ao menos 32 mortos — Foto: AFP X de 20 Publicidade Prédios desabaram em diferentes partes de Caracas Segundo a Defesa Civil da Jordânia, a criança recebeu os primeiros socorros e foi posteriormente transferida para um hospital. Nas imagens divulgadas pelas autoridades da Jordânia, é possível ver o menino sendo retirado dos escombros pelos socorristas durante a noite e levado rapidamente, coberto por um cobertor, até uma ambulância. Segundo o boletim oficial do governo venezuelano, este foi o único resgate com vida realizado nesta terça-feira. No primeiro dia após os terremotos, as equipes de resgate localizaram 2.407 sobreviventes apenas em La Guaira, epicentro da tragédia localizada a cerca de 40 quilômetros de Caracas. No quarto dia, esse número caiu para 345, e, no quinto, para apenas quatro. Ao todo, 6.461 pessoas foram retiradas com vida dos escombros em La Guaira até esta terça-feira. Segundo os cálculos oficiais, no dia dos terremotos havia cerca de 30 mil pessoas nesse estado costeiro, entre as localidades de Catia La Mar e Caraballeda. Dessas, entre 13.400 e 13.500 conseguiram sair "por conta própria ou com a ajuda de amigos e familiares". — Podemos chegar a um total de 19.861 pessoas salvas em La Guaira — declarou nesta terça-feira o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, responsável por divulgar os balanços oficiais da tragédia. O governo venezuelano evita divulgar um número oficial de desaparecidos, mas as Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas possam continuar sem paradeiro conhecido. (Com AFP)