Animal foi encontrado durante a temporada de migração da espécie ao litoral do Rio; especialistas orientam população a não tocar nem tentar devolvê-lo ao mar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pinguim foi visto com vida na Praia da Barra — Foto: Reprodução da internet RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 16:26 Pinguim-de-magalhães aparece morto na Barra da Tijuca; alerta para migração Um pinguim-de-magalhães foi encontrado com vida na Praia da Barra da Tijuca, mas morreu antes de receber atendimento. A Econservation, responsável pelo monitoramento de praias no RJ, alerta para a fragilidade desses animais durante a migração do sul da América Latina. A recomendação é não tocar nos pinguins e acionar o Projeto de Monitoramento de Praias para resgate. O Corpo de Bombeiros reforça que é crime maltratar animais silvestres. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um vídeo publicado nas redes sociais mostra um pinguim-de-magalhães ainda com sinais de vida na areia da Praia da Barra da Tijuca, na altura do Quartel do Corpo de Bombeiros, na Zona Sudoeste do Rio, na tarde desta segunda-feira (29). Nas imagens, é possível ver o animal se mexendo enquanto permanece deitado na faixa de areia. No entanto, quando equipes especializadas tomaram conhecimento do caso, o pinguim já havia morrido. Segundo a Econservation, responsável pelo monitoramento das praias entre Paraty e Saquarema por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS RJ), o animal não resistiu. O caso ocorreu em plena temporada de chegada dos pinguins-de-magalhães ao litoral fluminense, período em que é comum o aparecimento da espécie nas praias do estado. Especialistas explicam que essas aves deixam a Patagônia, na Argentina, e o Chile em busca de alimento e de águas mais quentes durante o inverno. Depois de percorrerem milhares de quilômetros, muitos chegam ao litoral brasileiro extremamente debilitados, sofrendo com hipotermia, desnutrição e exaustão, o que pode levá-los à morte. A Econservation orienta que, ao encontrar um pinguim na praia, a população não deve tocar no animal, alimentá-lo, pegá-lo no colo ou tentar devolvê-lo ao mar. O correto é acionar imediatamente o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 999 5151, para que uma equipe treinada realize o resgate. Em nota, o Corpo de Bombeiros reforçou que também não se deve oferecer água, colocar o animal em recipientes com gelo ou tentar transportá-lo. A recomendação é manter crianças e animais domésticos afastados e, se possível, aquecer o pinguim com uma toalha seca até a chegada de uma equipe especializada. A corporação informou que, no caso registrado na Barra da Tijuca, não foi acionada. Em situações semelhantes, a população pode ligar para o 193 ou entrar em contato com os órgãos ambientais responsáveis. O Corpo de Bombeiros lembra ainda que matar, perseguir, capturar ou maltratar animais silvestres, nativos ou em rota migratória é crime ambiental, conforme prevê o artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/98. Somente neste ano, a corporação recebeu seis chamados para resgates de pinguins em praias do estado do Rio de Janeiro. O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) integra uma condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras na Bacia de Santos, sob coordenação do Ibama. No trecho entre Paraty e Saquarema, o monitoramento é realizado pela Econservation, responsável pelo resgate de animais marinhos debilitados e pela coleta de informações que contribuem para a preservação da fauna marinha.