A Petrobras anunciou nesta terça-feira (30) a criação de um mecanismo para suavizar efeitos da variação dos preços do petróleo sobre o gás natural, combustível usado para cocção, transporte e insumo importante para algumas indústrias, como química ou vidros.
O preço de venda do produto a distribuidoras de gás canalizado é reajustado a cada três meses e teria alta de 22% em agosto, com efeitos da escalada das cotações internacionais do petróleo após o início da guerra no Irã.
O sistema criado pela estatal estabelece teto e piso de preços, o que reduziria o reajuste de agosto para 6%. Por outro lado, quando o petróleo estiver em baixa, os cortes no preço do combustível também serão menores.
"O mecanismo tem como principal objetivo reduzir, de forma temporária, os impactos da volatilidade dos preços internacionais, em especial em cenários de elevação expressiva das cotações do [petróleo] Brent, promovendo maior estabilidade e previsibilidade para os clientes", disse, em nota, a estatal.
A empresa afirmou ainda que a proposta preserva a demanda de médio e longo prazo ao evitar reajustes abruptos e mantém sua competitividade como supridora. O estabelecimento de um piso de preço, diz, preserva a rentabilidade de suas operações.O uso do de teto e piso de preços não é obrigatório: as distribuidoras de gás canalizado que desejarem aderir terão que manifestar interesse e aprovar aditivos em seus contratos de compra do combustível.








