Anúncio é de R$ 525,1 bilhões para agricultura empresarial e outros R$ 97 bilhões em recursos para agricultura familiar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões em financiamentos para a agricultura empresarial — Foto: Marcos Vergueiro/Governo do Mato Grosso RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 10:36 Governo Lula lança Plano Safra 2026/27 com R$ 525,1 bi para o agronegócio, priorizando sustentabilidade e tecnologia O governo Lula lança o Plano Safra 2026/27 com R$ 525,1 bilhões para financiar o agronegócio, aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Presidido por Geraldo Alckmin devido à ausência de Lula na Cúpula do Mercosul, o plano busca modernização, redução de juros e incentivos a práticas sustentáveis, destacando investimentos em tecnologia e gestão de risco. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo federal lançou nesta terça-feira o Plano Safra 2026/27, principal programa de financiamento do agronegócio brasileiro, com participação do presidente em exercício, Geraldo Alckmin, que comanda a cerimônia no Palácio do Planalto. O programa contará com R$ 525,1 bilhões em financiamentos para agricultura empresarial e somado ao crédito para a agricultura familiar, de R$ 97 bilhões, o total chega a cerca de R$ 622 bilhões. Esta é a primeira vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participa do lançamento do programa. Ele está em viagem oficial para a Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai, o que o impede de estar presente no evento em Brasília. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) acompanhou as cerimônias do Plano Safra para agricultura empresarial e familiar no Palácio do Planalto. — O presidente Lula foi ao Paraguai para a reunião do Mercosul, uma reunião importante que vai discutir as cotas entre os quatro países: Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai nas suas exportações para o mercado comum europeu e vai autorizar a abertura das negociações para um novo acordo comercial, importantíssimo: Mercosul-Japão — disse Alckmin ao justificar a ausência de Lula. Do total já anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e comercialização, incluindo compra de insumos, condução das lavouras e manutenção dos rebanhos. Outros R$ 140,2 bilhões vão para investimentos, como modernização produtiva, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos. Entre as principais medidas do plano está a redução das taxas de juros em linhas de crédito rural com recursos controlados, que cresceram 12% em relação ao ciclo anterior e agora representam 41% do total. — Mesmo em cenário de taxa de juros alta no país e política monetária bastante contracionista, a gente conseguiu fazer um esforço de redução das taxas de juros em todas as linhas. Passamos de um patamar de 14% para 12% ao ano na maior parte das linhas, e de 10% para 9% em outras — disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o volume chega a R$ 72,6 bilhões com taxa máxima de 9% ao ano. Produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular e que adotem práticas sustentáveis poderão ter redução de até um ponto percentual nas taxas. De acordo com técnicos, uma novidade do plano é a incorporação de duas novas linhas: o Eco Invest, voltado à recuperação de áreas degradadas com capital internacional, e o Move Agro, com R$ 10 bilhões a 9% ano ano para modernização de máquinas e equipamentos, com foco na indústria nacional. Juntas as duas linhas somam R$ 38 bilhões. Para viabilizar o acesso de produtores rurais pessoa física ao Move Agro, originalmente restrito a pessoas jurídicas por ser uma linha da Finep, o governo assinou nesta terça uma medida provisória. Para o Eco Invest, o governo já trabalha em uma segunda rodada, com expectativa de captar mais de R$ 16 bilhões. Já para agricultura familiar são previstos R$ 97,3 bilhões, valor dividido em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. Do montante, R$ 85,2 bilhões são direcionados para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Para os pequenos produtores, governo reduziu a taxa para o financiamento da produção de alimentos de 3% para 2% ao ano. Já para sistemas agroecológicos e produção orgânica, a taxa caiu de 2% para apenas 1% ao ano. — Os números são virtuosos. Usem tudo que está disponibilizado. Se vocês usarem tudo, será mais fácil a gente fazer aparecer mais dinheiro. Aproveitem a criatividade da equipe econômicas que junto com Casa Civil fizeram uma redução extraordinária dos juros. Se vocês gastarem tudo que está disponível é plenamente possível fazer ter mais dinheiro — afirmou Lula durante o lançamento do Plano Safra de Agricultura Familiar. À tarde, após retornar da cúpula do Mercosul, Lula visitou a feira de agricultura familiar montada no Palácio do Planalto acompanhado de ministros e agricultores. Ausências no evento A cerimônia também contou com uma ausência notável no setor: representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não estiveram presentes no evento. Procurados, a assessoria da entidade informou que não houve convite para a cerimônia da manhã e até o momento não houve retorno da Secom. Já o ministério da Agricultura informou que os convites foram encaminhados diretamente aos parlamentares, incluindo o deputado Pedro Lupion, presidente da FPA. "Em razão de o envio dos convites ter sido liberado apenas no fim da tarde de sexta-feira e considerando o ponto facultativo da segunda-feira, optou-se por encaminhá-los por meio do WhatsApp, de forma a assegurar que os destinatários os recebessem em tempo hábil", disse o ministério da Agricultura. Quem recebe primeiro a restituição do Imposto de Renda? Entenda como funciona a fila e como consultar Lula retorna ao Brasil ainda nesta terça-feira para participar do lançamento do Plano Safra voltado à agricultura familiar, previsto para o fim da tarde. Para esse evento, a ministra Fernanda Machiavello, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), convidou a Frente Parlamentar. Diplomacia dos fertilizantes O plano também incorpora a chamada "diplomacia dos fertilizantes", estratégia do Ministério da Agricultura para diversificar o abastecimento de insumos diante da concentração da produção mundial do hemisfério norte e das pressões de preço decorrentes dos conflitos no Oriente Médio. No últimos meses, o governo negociou cotas com China, Rússia, Nigéria, Canadá, Panamá, Trinidad e Guiana. No caso do nitrogênio, a estratégia já apresentou resultados: o preço da tonelada de ureia, que chegou a US$ 700 há três meses, recuou para menos de US$ 500. A preocupação agora se volta ao fósforo, cujo preço foi pressionado tanto pelos conflitos no Oriente Médio — região que fornece 20% do enxofre mundial, insumo essencial na produção de fertilizantes fosfatados — quanto pela crescente demanda asiática por fósforo para baterias veiculares.