Atacante tem entrado para jogar mais recuado ou centralizado e agora briga por vaga de Paquetá nas oitavas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gabriel Martinelli marca o segundo gol do Brasil — Foto: Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 04:46 Gabriel Martinelli brilha em nova posição e garante vaga nas oitavas Gabriel Martinelli, atacante da seleção brasileira, destacou-se no jogo contra o Japão ao atuar em uma posição mais recuada e centralizada, diferente da habitual. Sob o comando de Ancelotti, Martinelli deixou a sombra de Vinícius Junior, mostrando versatilidade que pode assegurar-lhe uma vaga entre os titulares, especialmente com a possível ausência de Lucas Paquetá. Martinelli marcou o gol decisivo que garantiu a classificação do Brasil para as oitavas de final. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A história de Gabriel Martinelli não é aquela tão comum do garoto pobre que agarrou o futebol como única oportunidade na vida. Tornar-se um jogador profissional era a obsessão do jovem que, para a preocupação dos pais, se recusava a pensar num plano B. Vestir a Amarelinha e disputar uma Copa do Mundo, então, representavam um sonho muito distante. Que foi alcançado. Só que, como uma peça do destino, o atacante viria a jogar na mesma posição que Vinícius Junior. Não que ocupar a sombra do principal jogador de sua geração seja um demérito, mas ele buscou uma brecha. Melhor para a seleção. O gol nos acréscimos que decretou a vaga nas oitavas premiou a boa entrada de Martinelli não apenas contra o Japão. Mas também na Copa. Ele já havia entrado bem contra a Escócia e, principalmente, o Haiti, quando acertou uma bola na trave. Em comum, o fato de ter exercido uma função diferente da habitual. Até agora, o atacante não jogou como um ponta pela esquerda, posição que normalmente ocupa. Contra os japoneses, ele entrou na vaga de Matheus Cunha, que naquele momento jogava mais próximo da área e centralizado, ao lado de Endrick. Já nas duas partidas anteriores, ocupou o lugar de Lucas Paquetá, atuando também pela esquerda, só que um pouco mais recuado. - Lá no Arsenal, eu não faço muita essa função. Mas também posso jogar por dentro. Fico feliz por ter ajudado a equipe. Como o Vini estava jogando mais aberto pela esquerda, entrei pelo meio para conseguir acionar mais ele, deixá-lo mais vezes em situação de um contra um - contou Martinelli. O técnico Carlo Ancelotti vem fazendo com ele aquilo que faz também com Matheus Cunha: utilizar numa posição diferente da qual está mais habituado a atuar em seu clube, mas aproveitando suas valências. E chamou atenção ao falar do potencial que enxerga no atacante do Arsenal neste sentido. - Às vezes, um jogador te surpreende mais quando você o tira da posição com a qual todos o associam. Eu não teria medo de experimentar Martinelli como um nº 8 ofensivo em certos jogos, porque acho que ele tem a inteligência e a personalidade para fazer isso funcionar. De certa forma, Martinelli passa pelo mesmo processo vivido por Rodrygo com Ancelotti no Real Madrid. Como o atacante ex-Santos também jogava pelo corredor esquerdo, foi levado para a direita, onde formou uma dupla com Vini campeã da Liga dos Campeões da Europa. Já a adaptaoão do atacante do Arsenal ocorreu na própria esquerda. Nas três vezes em que entrou em campo nesta Copa, o camisa 22 atuou com Vini. E os dois mostraram afinação logo no primeiro jogo, quando Martinelli acertou a trave após receber de calcanhar do companheiro. Já diante do Japão, foi a partir de sua entrada que o atacante do Real Madrid cresceu de rendimento. - Ele (Martinelli) tem muita intensidade. Ele ajudou muito a equipe marcando gol. A posição dele permitiu que o Vini ficasse mais aperto e fosse mais perigoso - analisou Ancelotti. Não que ser o reserva de Vini fosse um problema para Martinelli. O atacante sempre lidou com tranquilidade com a situação. Mas a versatilidade mostrada em campo fez bem para ele mesmo, que agora pode sonhar com uma vaga entre os titulares. Não seria a primeira vez. Na Copa de 2022, ele iniciou a partida na derrota para Camarões, pela última rodada da fase de grupos. Mas, na ocasião, o então técnico Tite montou uma escalação alternativa para dar minutagem a todos do elenco, já que a seleção havia conquistado a classificação com antecedência. Agora, depois de marcar o gol que classificou o Brasil para as oitavas da Copa, Martinelli pode ser a solução para uma eventual ausência de Lucas Paquetá no jogo so próximo domingo. O meia deixou o duelo contra os japoneses no intervalo, com dor na coxa direita, e passará por exames. Nem o menino de Guarulhos que sonhava virar jogador de futebol imaginou que pudesse ir tão longe. - Não tenho palavras para descrever a alegria que está no meu coração ao ver todo o povo brasileiro feliz com a classificação. Ver a minha família, minha esposa, meu pai e minha mãe. Meus amigos... Não tenho como explicar o que sinto, a ficha não caiu, só vai cair daqui a um tempo - comemorou o atacante após garantir a seleção viva na Copa