Treinador admitiu que não esperava alcançar marca e que, focado na busca pelo segundo título mundial, ainda não pensa em como passagem na albiceleste será lembrada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Prestes a renovar contrato, Scaloni completa 100 jogos à frente da Argentina contra Cabo Verde — Foto: Juan Mabromata/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 00:00 Lionel Scaloni celebra 100 jogos no comando da Argentina na Copa Lionel Scaloni completa 100 jogos como técnico da Argentina enfrentando Cabo Verde na Copa do Mundo, destacando-se por uma trajetória vitoriosa com títulos importantes, incluindo a Copa do Mundo de 2022. Apesar do ceticismo inicial, Scaloni transformou-se em um pilar da seleção, conduzindo Messi a um desempenho excepcional. A AFA já negocia sua renovação de contrato, refletindo satisfação com seu trabalho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Campanha 100% na primeira fase, Lionel Messi brilhando e um caminho promissor no mata-mata. A Argentina vive um grande momento na Copa do Mundo e quer garantir a continuidade do projeto de Lionel Scaloni, que completará 100 jogos à frente da albiceleste contra Cabo Verde nos 16-avos de final da competição. O treinador de 48 anos foi o arquiteto inesperado de um ciclo de ouro da seleção argentina. Ele assumiu o cargo interinamente em setembro de 2018, sem experiência como técnico, e já conquistou dois títulos da Copa América (2021 e 2024), um da Finalíssima (2022) e o mais importante de todos, a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Quando Messi ergueu o troféu no Estádio Lusail, em Doha, a Argentina encerrou uma espera de 36 anos, desde a consagração de Diego Maradona em 1986, no México, evento que completa 40 anos nesta segunda-feira. Curiosamente, o próprio Maradona expressou ceticismo em torno da nomeação de Scaloni como técnico em 2018. "É um grande cara, mas não conseguiria nem controlar o trânsito", disse Maradona, que na época preferia o retorno de Gerardo Martino. Messi vira o maior artilheiro da história das Copas 1 de 17 Lionel Messi se tornou o maior artilheiro em Copas do Mundo e ultrapassou Marta — Foto: Francois Nel / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 2 de 17 Messi comemora seu décimo sétimo gol em Copas do Mundo — Foto: Charlotte Wilson/Getty Images via AFP X de 17 Publicidade 17 fotos 3 de 17 Equipe argentina comemora marco histórico do jogador — Foto: Getty Images via AFP 4 de 17 Messi perde pênalti contra a Áustria em jogo da Copa do Mundo 2026 — Foto: MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP X de 17 Publicidade 5 de 17 Messi comemora após fazer o segundo gol da Argentina contra a Áustria na Copa do Mundo — Foto: Stacy Revere / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 6 de 17 Jogadores argentinos comemoram o gol de Messi contra a Áustria — Foto: PAUL ELLIS/AFP X de 17 Publicidade 7 de 17 Lionel Messi e Leandro Paredes comemoram segundo gol do camisa 10 — Foto: Getty Images via AFP 8 de 17 Lionel Messi comemora com Nicolas Otamendi e Leandro Paredes — Foto: Getty Images via AFP X de 17 Publicidade 9 de 17 Goliro Alexander Schlager observa a bola chutada para fora por Messi em cobrança de pênalti em jogo da Copa do Mundo 2026 — Foto: MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 10 de 17 Torcida argentina no Dallas Stadium, no Texas — Foto: Getty Images via AFP X de 17 Publicidade 11 de 17 Messi perde pênalti contra a Áustria em jogo da Copa do Mundo 2026 — Foto: MICHAEL STEELE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 17 Imagem aérea do Messi marcando o segundo gol — Foto: Getty Images via AFP X de 17 Publicidade 13 de 17 Jornal A Bola, de Portugal, chamou Messi de "Novo Rei" — Foto: Reprodução 14 de 17 Jornal Marca, da Espanha, diz que o gol de Messi fica para os anais da história: "gol para los anales de Messi" — Foto: Reprodução X de 17 Publicidade 15 de 17 'A Argentina assume a liderança graças a uum Messi que quebrou recordes — Foto: Reprodução/L'Equipe 16 de 17 Diario AS, da Espanha, celebra gol histórico de Messi contra Áustria — Foto: Reprodução X de 17 Publicidade 17 de 17 Miami Herald, periódico da cidade onde Messi joga atualmente, também exaltou o recorde do craque argentino: "histórico" — Foto: Reprodução Veja fotos e repercussão na imprensa internacional Ex-lateral de Deportivo La Coruña e Lazio, entre outros clubes, Scaloni disputou a Copa do Mundo de 2006 como jogador ao lado de um jovem Messi. Em 2018, no mundial da Rússia, trabalhou como auxiliar de Jorge Sampaoli, com a Argentina que foi eliminada nas oitavas de final pela França, posteriormente campeã. O que deveria ser um período interino de seis meses evoluiu para a chamada Scaloneta, a seleção mais bem-sucedida do planeta nos últimos anos. Em seus 99 jogos no comando da albiceleste, seu retrospecto é de 72 vitórias, 18 empates e nove derrotas. Nesse período, registrou uma invencibilidade de 36 partidas entre julho de 2019 e novembro de 2022. "Nunca imaginei" Scaloni completará 100 jogos na próxima sexta-feira, em Miami, no duelo de 16-avos de final da Copa do Mundo contra Cabo Verde. Na semana passada, ele admitiu que não esperava alcançar essa marca e que, focado na busca pelo segundo título mundial consecutivo, ainda não está pensando em como sua passagem na albiceleste será lembrada. "Não parei para pensar nisso, na verdade", afirmou. "Não é que eu esteja preocupado com o que possam dizer, o que importa para mim é que as pessoas se identificassem com a proposta da equipe, com a sensação de que éramos um time que realmente as representava, e nada mais. Só isso já bastaria". "A verdade é que nunca imaginei chegar aos 100 jogos na minha vida", admitiu. "São muitos, ainda mais com esta camisa. Será um momento muito especial quando acontecer". A festa e expectativa da torcida argentina nos Estados Unidos 1 de 10 Tambor de um torcedor argentino em homenagem a Diego Maradona no Mill Creek Park, em Kansas City, Missouri — Foto: Getty Images via AFP 2 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 4 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 6 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 8 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 10 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade Humilde, tranquilo e respeitoso em relação à identidade futebolística e cultural da Argentina, Scaloni forjou um grupo extremamente unido em torno de Messi, referência indiscutível. O equilíbrio tático e emocional desenhado por Scaloni permitiu que Messi alcançasse suas conquistas tão esperadas pela seleção. Artilheiro desta edição do mundial com seis gols, o astro de 39 anos marcou 58 gols em 74 jogos sob o comando de Scaloni (média de 0,78), em comparação com 65 gols em 128 jogos anteriores (0,51). A Associação do Futebol Argentino (AFA) está tão satisfeita com o trabalho de Scaloni que, segundo a imprensa local, já iniciou negociações para renovar por cinco anos o contrato que vence em 31 de dezembro. O técnico, que em novembro de 2023, após a vitória sobre o Brasil no Maracanã pelas Eliminatórias Sul-Americanas, sugeriu que poderia deixar o cargo, se mostrou disposto no mês passado a continuar à frente da seleção, embora isso não fosse sua prioridade. "Agora, o importante é focar na Copa do Mundo. [...] Não é uma questão urgente para mim, e acho que também não é para a AFA", disse Scaloni à Rádio La Red. Mas, "se todos concordarmos e as coisas derem certo, não acho que haverá problemas".