Defensores são "salvos" por virada do Brasil, e Neymar nem é acionado no mata-mata 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casemiro e Neymar celebram primeiro gol da seleção brasileira — Foto: Paul ELLIS / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 21:11 Casemiro e Danilo vacilam, mas Brasil vira contra o Japão sob comando de Ancelotti Casemiro e Danilo, pilares da seleção de Ancelotti, mostraram fragilidades em jogo contra o Japão. Apesar de Casemiro ter sido eleito o melhor em campo, seus erros e os de Danilo quase custaram caro ao Brasil. Ancelotti defendeu Casemiro, destacando sua liderança, enquanto Danilo reconheceu sua falha. Neymar, esperado como solução, não foi acionado, com Ancelotti optando por outras substituições que garantiram a virada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Contra o Japão, o Brasil repetia apenas pela primeira vez uma escalação sob o comando de Carlo Ancelotti. O italiano deixou claro após seu primeiro ano de trabalho com a seleção brasileira que tentaria construir um time durante a Copa do Mundo. Pilar principal e jogador de maior confiança do técnico, Casemiro manteve o status, mas por pouco não se tornou o símbolo do fracasso da equipe no Mundial. Mesmo depois de jogos em que não se apresentou bem na primeira fase, seguiu com a confiança do treinador inabalada, mas, diante do Japão, cometeu mais uma vez muitos erros. O gol de empate não absolveu a atuação questionável. Mas o comandante, sim. — Casemiro é um líder, ninguém no campo pode jogar na posição dele, é realmente importante. Já fez outros gols assim na Premier League. Tem uma ótima conexão com o gol. Pode cometer erros, mas não acho que o gol foi um erro do Casemiro. Falhamos na saída, Casemiro atuou muito bem e no gol de empate ele foi chave para o jogo —, enalteceu Ancelotti. Desde a estreia contra o Marrocos, quando foi mal e saiu no intervalo, o camisa 5 seguiu como titular, com cartão amarelo e tudo, diante de Haiti e Escócia. No mata-mata, a lentidão e a dificuldade de sair jogando desde a defesa por pouco não cobraram a conta. Casemiro, entretanto, foi eleito o melhor jogador em campo pela Fifa, e valorizou os feitos coletivos da seleção. — Foi um jogo mental. A equipe deles jogou com bloco muito baixo e conseguiu fazer o gol. Tínhamos que abrir o espaço da linha de cinco deles. A equipe está de parabéns por essa calma, essa tranquilidade, pois sabíamos que a hora ia chegar —explicou o volante, sem comentar os erros defensivos. O foco da análise foi a capacidade do Brasil de se recuperar na partida. —Tranquilidade era ter paciência com a bola. Rodar pra fazer a linha deles se movimentar. Mas é um turbilhão de emoções no campo. A gente conseguiu penetrar. Japão a todo momento ficou na área deles. Essa paciência, essa calma, foi pra movimentação de bola. O erro de fato contra o Japão foi de Danilo, que acabou tendo que jogar a Copa do Mundo como lateral, posição que já não desempenha no Flamengo. Depois de bons jogos contra Haiti e Escócia, o veterano de 35 anos não resistiu à velocidade japonesa, falhou, e contribuiu com o gol que quase eliminou o Brasil. Depois do lance, caiu ainda mais de rendimento, tendo dificuldade nos passes e na saída de bola. O camisa 13, por sua vez, reconheceu a falha, e falou da volta por cima. — Infelizmente num erro meu de passe a gente sofreu o gol. Assim é a vida, não tem muito o que falar. Quem está lá dentro está suscetível a acontecer isso. A gente trabalha e cuida para que as coisas saiam sempre da melhor forma possível, mas o mais importante é a gente seguir em frente, com ajuda dos meus companheiros. A gente deu a volta como equipe, com equilíbrio e agressividade —reforçou Danilo. O terceiro pilar, sobretudo para um jogo eliminatório, seria Neymar. Quando precisou de seu camisa 10 enquanto o Brasil estava perdendo, Ancelotti primeiro lançou Endrick, no intervalo, e depois Martinelli. Neymar sequer entrou. Visto como um líder com técnica capaz de mudar os jogos se necessário, foi guardado para a prorrogação que acabou evitada pelo gol de Martinelli. —Ele entraria no minuto 60 ou 65. Empatamos o jogo e não queria mudar a estrutura porque a equipe tinha o controle do jogo — justificou Ancelotti, que encontrou outras soluções.