Ciro Nogueira e Antonio Rueda divergem sobre indicação de Eduardo da Fonte; Miguel Coelho diz que mantém pré-candidatura Senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e copresidente nacional da federação União Progressista — Foto: Lula Marques/Agência Brasil A indicação de pré-candidato ao Senado em Pernambuco expôs um ambiente de disputa entre Progressistas (PP) e União Brasil (UB), partidos que formam uma federação desde março e precisam atuar de maneira coordenada. O anúncio do PP dando aval ao nome do deputado federal Eduardo da Fonte para concorrer à vaga provocou reação do UB, que negou haver uma decisão e condicionou a definição a uma escolha unânime. Os dois partidos vêm enfrentando impasses por causa de interesses regionais. O preferido do UB para concorrer a senador é o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, que descartou nesta segunda-feira (29) recuar da pré-candidatura. Ele foi às redes endossar nota do presidente nacional da federação União Progressista, Antonio Rueda, afirmando que a palavra final será da comissão executiva nacional. O conflito opõe Rueda e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Na condição de copresidente nacional da federação, Nogueira divulgou mais cedo uma nota para dizer que "referendou integralmente as deliberações aprovadas pela executiva estadual da federação União Progressista em Pernambuco" e que, "com a decisão, fica ratificada a indicação do deputado federal Eduardo da Fonte como pré-candidato da federação ao Senado Federal nas eleições de 2026, conforme aprovação da executiva estadual". "O referendo da copresidência nacional reforça a legitimidade das decisões adotadas pela direção estadual da federação, em consonância com seu estatuto e com as normas que regem a organização partidária", acrescentou o senador. Eduardo da Fonte, que é o presidente da federação em Pernambuco, deu entrevista, após a reunião da executiva estadual, na qual declarou oficializada sua pré-candidatura ao Senado. Rueda, no entanto, emitiu comunicado em que desautorizou o encaminhamento local. "A direção nacional da federação União Progressista informa que não há nenhuma decisão sobre escolha de candidaturas majoritárias em Pernambuco. O processo segue em discussão, com pré-candidaturas ao Senado Federal colocadas e o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra", afirmou, em nota. "Qualquer encaminhamento adotado em âmbito local, que não seja unânime entre as duas legendas (PP e União), não produzirá nenhum efeito perante a executiva nacional da federação União Progressista, a quem cabe decidir", completou o dirigente. Procurados pela reportagem, Nogueira e Rueda não se manifestaram sobre o impasse em Pernambuco. Há relatos de divergências entre os partidos em outros Estados. Coelho, que teve a pré-candidatura ao Senado lançada pelo UB em março, anunciou que sua intenção está mantida. Ele argumentou que as duas legendas da federação são independentes e "caminham juntas, sem nenhum tipo de imposição" entre elas. "O nosso estatuto é muito claro: quando não houver unanimidade nos Estados, quem decide candidaturas majoritárias é a executiva nacional. O resto é papo furado", disse. Os pré-candidatos ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) ainda não foram divulgados. A expectativa de aliados é que os partidos cheguem às convenções partidárias, que devem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, com acordos encaminhados para a formalização dos nomes. Lyra deve tentar a reeleição tendo como principal adversário o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Federação entre PP e União Brasil tem disputa por escolha de pré-candidato ao Senado em PE
Ciro Nogueira e Antonio Rueda divergem sobre indicação de Eduardo da Fonte; Miguel Coelho diz que mantém pré-candidatura









