A China restringiu voos de aeronaves particulares de asa fixa de pequeno porte após um avião colidir com o prédio mais alto de Pequim na semana passada, segundo operadores de todo o país.
Três operadores de pequenas aeronaves movidas a hélice e uma empresa de planadores disseram ao Financial Times que foram impedidos de voar após o incidente ocorrido na sexta-feira (26) à noite, quando um pequeno avião atingiu a Citic Tower, matando o piloto e ferindo outras 13 pessoas.
Um funcionário do clube Weland Skydive em Danzhou, em Hainan, a província mais ao sul da China, disse que os serviços de paraquedismo e parapente foram suspensos devido a uma ordem de "controle nacional do espaço aéreo" que abrange voos recreativos."Qualquer atividade que exija voar está proibida", disse o funcionário, que preferiu não se identificar, acrescentando que não há prazo definido para o fim das restrições.
As restrições ao espaço aéreo, que não foram anunciadas publicamente, vieram após um pequeno avião com o registro B-12PP decolar de uma escola de aviação nos subúrbios a leste de Pequim e atingir a sede de 528 metros de um dos maiores grupos financeiros estatais da China.
O acidente ocorreu no horário de pico na sexta-feira em um dos distritos comerciais mais movimentados de Pequim, a poucos quilômetros do complexo sigiloso que abriga a liderança política chinesa.O incidente chocou os moradores de Pequim, acostumados a precauções de segurança rigorosas para proteger altos funcionários. A China também mantém alguns dos controles de aviação mais rígidos do mundo, particularmente na capital.












