Mais cedo, Macron afirmou que França e Omã estão trabalhando juntos para reduzir as tensões no Oriente Médio e que cooperarão com seus parceiros na remoção de minas do estreito Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã, 29 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer A remoção de minas do Estreito de Ormuz será realizada exclusivamente pelo Irã, conforme estabelece o memorando de entendimento firmado em Islamabad entre Teerã e Washington, afirmou nesta segunda-feira o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, em publicação na rede social X, em resposta a comentários do presidente francês, Emmanuel Macron. "A situação é sensível e complexa. Aconselhamos enfaticamente a França a não complicá-la ainda mais com suas provocações", acrescentou Gharibabadi. Macron afirmou nesta segunda-feira que França e Omã estão trabalhando juntos para reduzir as tensões no Oriente Médio e que cooperarão com seus parceiros na remoção de minas do estreito. "Decidimos colaborar, em conjunto com nossos parceiros, na remoção de minas do estreito para garantir a segurança das rotas marítimas e assegurar a passagem livre e incondicional pelo Estreito de Ormuz", escreveu Macron na rede social X após se reunir com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, no Palácio do Eliseu. Em 17 de junho, os Estados Unidos e o Irã assinaram um memorando de entendimento de 14 pontos destinado a encerrar quatro meses de conflito e reabrir Ormuz, por onde normalmente transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo todo. O fechamento da hidrovia no início do conflito, em fevereiro, fez os preços do petróleo dispararem para acima de US$ 100 por barril, provocando uma nova aceleração da inflação global e criando um problema político para diversos líderes globais. Embora a navegação esteja retornando de forma paulatina pela via marítima, a passagem de navios pela região encontra-se bem abaixo dos níveis anteriores ao início dos bombardeios no Oriente Médio em meio ao sentimento de insegurança gerado pelas sucessivas tréguas e trocas de hostilidades na região.