Artista de 67 anos, que sofre de uma enfermidade neurológica, encerrou a carreira de shows em apresentação repleta de convidados em Nashville 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O cantor americano Alan Jackson em seu últimos show — Foto: Jason Kempin / Getty Images via AFP A lenda da música country Alan Jackson decidiu se aposentar dos palcos em meio à batalha contra a doença de Charcot-Marie-Tooth, uma condição degenerativa dos nervos que afeta o equilíbrio e a mobilidade. O cantor de 67 anos, que revelou o diagnóstico há cinco anos, realizou no sábado seu último show, encerrando oficialmente a carreira de apresentações ao vivo, segundo a agência de notícias AP e a emissora americana NBC, com quem ele conversou depois do espetáculo. Diagnosticado cerca de uma década antes de tornar a doença pública, Jackson afirmou que a condição genética passou a afetar de forma mais perceptível sua capacidade de caminhar e se apresentar. Durante o show de despedida, realizado no Nissan Stadium, em Nashville, o artista apresentou certa dificuldade para se locomover no palco, mas conseguiu conduzir a apresentação e interpretar seus maiores sucessos. Batizado de “Last Call: One More for the Road — The Finale”, o espetáculo reuniu diversos nomes da música country em uma homenagem à trajetória do cantor. Parte da renda dos ingressos foi destinada à CMT Research Foundation, entidade que financia pesquisas sobre a doença de Charcot-Marie-Tooth. Natural de Newnan, no estado da Geórgia, Alan Jackson tornou-se um dos principais representantes do country tradicional a partir do fim dos anos 1980 e do início da década de 1990. Suas canções, frequentemente voltadas ao cotidiano do trabalhador americano, ajudaram a consolidá-lo como uma das vozes mais populares do gênero. Ao longo da carreira, o cantor vendeu mais de 60 milhões de discos e entrou para o Hall da Fama da Música Country. Entre seus maiores sucessos estão “Chattahoochee”, “Remember When”, “Don’t Rock the Jukebox”, “It’s Five O’Clock Somewhere” e “Where Were You (When the World Stopped Turning)”, composta após os ataques de 11 de setembro de 2001. Alan Jackson em 1999 — Foto: Divulgação / BMG A primeira parte da noite foi dedicada a interpretações de suas músicas por artistas como Carrie Underwood, Miranda Lambert, Thomas Rhett, Luke Combs, Lainey Wilson e Eric Church. Outros nomes da música country, entre eles Luke Bryan, Cody Johnson, Jake Owen e Lee Ann Womack, também participaram da homenagem. Quando finalmente subiu ao palco, após um atraso provocado por uma tempestade, Jackson foi recebido por uma longa ovação. Antes de iniciar o show, brincou com a plateia ao minimizar o tom de despedida da apresentação. — É impressionante. Não vou perder muito tempo com essas coisas do último show. Eu não morri! — disse. Durante cerca de duas horas, o cantor revisitou sucessos de diferentes fases da carreira e compartilhou histórias pessoais, como a inspiração para músicas dedicadas à esposa, Denise Jackson, com quem mantém um relacionamento há cinco décadas. Um dos momentos mais celebrados da noite ocorreu com a participação de George Strait nas canções “Designated Drink” e “Murder on Music Row”. Apesar do encerramento da carreira de shows, Jackson deixou claro que não pretende abandonar a música. Dois dias antes da apresentação de despedida, ele lançou uma versão country de “Still the One”, da banda Orleans, em homenagem aos 50 anos de relacionamento com sua esposa.