Seleção enfrenta o Japão no Houston Stadium, com cobertura fechada e ar-condicionado; na campanha do tetra, experiência semelhante terminou em empate com a Suécia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Brasil enfrentou a Suécia, em 1994, em estádio coberto nos EUA — Foto: Cezar Loureiro/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 13:20 Brasil e Japão se enfrentam em estádio climatizado em Houston O Brasil enfrenta o Japão no Houston Stadium, na Copa do Mundo, sob condições climáticas controladas, com teto retrátil fechado e ar-condicionado, contrastando com o calor externo de 34°C. A lembrança remete ao Mundial de 1994, quando o Brasil empatou com a Suécia no Pontiac Silverdome, primeiro estádio coberto a sediar uma partida de Copa, agora demolido e substituído por instalações da Amazon. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Brasil enfrentará o Japão nesta segunda-feira, pela segunda fase da Copa do Mundo, protegido do forte calor de Houston. Embora os termômetros do lado de fora se aproximem dos 34°C, o Houston Stadium — nome adotado pela Fifa para o NRG Stadium — terá o teto retrátil fechado e o sistema de climatização ligado. À beira do campo, a temperatura fica na casa dos 21°C a 22°C. A situação pouco habitual para uma partida de futebol traz uma lembrança da campanha do tetra. Em 28 de junho de 1994, o Brasil entrou no Pontiac Silverdome, nos arredores de Detroit, para enfrentar a Suécia na última rodada da fase de grupos. O estádio havia se tornado, dez dias antes, o primeiro palco completamente coberto a receber uma partida na história das Copas. Diante de quase 80 mil pessoas, a seleção de Carlos Alberto Parreira saiu atrás no placar. O centroavante Kennet Andersson abriu o marcador para os suecos aos 23 minutos do primeiro tempo, mas Romário empatou logo no primeiro minuto da etapa final. O 1 a 1 garantiu ao Brasil a liderança do grupo. As seleções voltariam a se encontrar na semifinal, quando o próprio Romário marcou de cabeça o gol da vitória brasileira por 1 a 0. Levar uma partida de Copa para dentro do Silverdome exigiu uma operação inédita. Como a Fifa não aceitava jogos sobre o gramado artificial usado habitualmente no estádio, pesquisadores desenvolveram um campo de grama natural cultivado na Califórnia e transportado até Michigan em caminhões refrigerados. O piso foi montado em 1.850 módulos e levado para o interior da arena com o auxílio de carretas e empilhadeiras. O palco do gol de Romário não existe mais. Antiga casa do Detroit Lions, da NFL, o Silverdome perdeu seus principais eventos, teve parte da cobertura danificada e acabou condenado. A primeira tentativa de implosão, em 3 de dezembro de 2017, falhou diante das câmeras; no dia seguinte, uma nova explosão derrubou a estrutura principal. O restante da demolição foi concluído em 2018, e o terreno posteriormente recebeu instalações da Amazon. O estádio de Houston oferece uma versão muito mais moderna daquela experiência. Inaugurado em 2002, o NRG Stadium comporta entre 72 mil e 80 mil espectadores e possui uma cobertura retrátil cuja abertura mede aproximadamente 152 por 117 metros. Nesta segunda, será sob esse teto e longe do calor texano que o Brasil tentará superar o Japão e avançar no mata-mata da Copa.