O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai anunciar, nesta terça-feira (30), um aumento nas contribuições do Brasil para o Focem, o fundo de redução de assimetrias do Mercosul. O petista vai prometer doações de US$ 100 milhões (R$ 518 milhões) anuais pelo período de uma década, a partir do momento em que o mecanismo for renovado.
A informação, antecipada pela Folha, foi confirmada durante a tarde, quando o discurso do chanceler Mauro Vieira a seus homólogos do bloco foi divulgado após a reunião a portas fechadas em Assunção, no Paraguai, um dia antes da reunião de líderes durante a cúpula do grupo.
"É com grande satisfação que anuncio o compromisso do Brasil de aportar US$ 100 milhões anuais nesse novo ciclo", afirmou Vieira, de acordo com a transcrição do discurso divulgada pelo Itamaraty. "O Focem significa rodovias, ferrovias, linhas de transmissão elétrica, saneamento básico, moradias, escolas e laboratórios para nossos países, e sobretudo em regiões de menor desenvolvimento relativo e em zonas de fronteira."
O Focem (Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul) foi criado em 2004 com a meta de receber US$ 100 milhões por ano para financiar projetos de infraestrutura nos países do bloco, com foco na integração das áreas de fronteira. Desse total, rateado entre todos integrantes do bloco, o Brasil aporta cerca de 70% —o valor anunciado, portanto, é maior do que o atual.










