A queda nos setores de mineração e de automóveis também pressionou os índices, enquanto os ganhos no segmento de tecnologia deram algum grau de suporte; a exceção do dia foi o Stoxx 600, que subiu As bolsas europeias encerraram esta segunda-feira (29) com leve recuo, pressionadas pelo avanço do petróleo e pela cautela dos investidores quanto aos desdobramentos da relação entre os Estados Unidos e o Irã. A queda nos setores de mineração e de automóveis também pressionou os índices, enquanto os ganhos no segmento de tecnologia, em linha com os pares americanos, deram algum grau de suporte às bolsas. O índice pan-europeu Stoxx 600 destoou e encerrou em leve alta de 0,09%, aos 636,44 pontos. O DAX, de Frankfurt, perdeu 0,18%, aos 24.626,09 pontos; o FTSE 100, de Londres, cedeu 0,23%, aos 10.484,22 pontos; e o CAC 40, de Paris, caiu 0,21%, aos 8.367,33 pontos. O setor de tecnologia do Stoxx 600 avançou 1,22%, em linha com a recuperação dos pares americanos, após o forte ajuste de posições visto no segmento em escala global na última semana. As ações de automóveis (-1,11%) continuam a desvalorizar no continente europeu, juntamente com as de mineração (-0,66%). O avanço dos juros nos títulos soberanos das principais economias europeias, sobretudo nos de curto prazo, também pressionaram o desempenho das bolsas. O mercado mostra algum grau de cautela antes do início do Fórum de Sintra, em Portugal, que contará com um discurso de abertura da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, ainda hoje. O foco do evento está na quarta-feira (1), quando Lagarde, Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), e Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra (BoE), discursam. O avanço dos preços do petróleo, que ganhou tração durante a tarde de hoje, também pressionou as taxas e as bolsas no continente europeu. A reação do mercado de energia às novas hostilidades entre o Irã e os Estados Unidos no fim de semana foi relativamente contida, em grande parte por conta da suspensão dos ataques para que as negociações pudessem ser retomadas, apesar de escancararem a fragilidade da relação dos países. “Embora os preços do petróleo próximos aos níveis pré-guerra reduzam os riscos extremos para o crescimento econômico, a inflação e a volatilidade das taxas, é provável que a inflação não esteja recuando rápido o suficiente para dissipar a postura mais rígida do BCE”, diz Rainer Guntermann, estrategista de juros do Commerzbank. — Foto: Cyril Marcilhacy/Bloomberg