Decisão mantém veredito de júri que responsabilizou o presidente por abuso sexual e difamação contra a escritora E. Jean Carroll 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 E. Jean Carroll deixa o tribunal federal de apelações de Manhattan após as sustentações orais em um recurso movido pelo presidente dos EUA Donald Trump, na cidade de Nova York, em 6 de setembro de 2024 — Foto: Leonardo Munoz / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 13:06 Suprema Corte dos EUA mantém condenação de Trump em caso de abuso sexual e difamação A Suprema Corte dos EUA rejeitou o recurso de Donald Trump, mantendo a decisão que o obriga a pagar US$ 5 milhões à escritora E. Jean Carroll por abuso sexual e difamação. O júri decidiu que Trump abusou sexualmente de Carroll e a difamou ao negar as acusações. Este era o último recurso de Trump nesse caso, que gerou grande repercussão. A defesa de Trump continua alegando perseguição política. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta segunda-feira, não analisar um recurso apresentado pelo presidente americano, Donald Trump, para reverter a decisão que o responsabilizou por abuso sexual e difamação contra a escritora Elizabeth Jean Carroll, segundo informações da rede britânica BBC. Com a medida, fica mantido o veredito de um júri de Nova York que determinou o pagamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões) em indenização à autora. O caso teve origem em uma ação civil movida por Carroll, que acusou Trump de tê-la agredido sexualmente em um provador de uma loja de departamentos de Manhattan em meados da década de 1990. A escritora também alegou ter sido difamada pelo republicano após ele negar publicamente as acusações e classificá-las como uma fraude. Em 2023, um júri concluiu que Trump era responsável por abuso sexual e difamação, fixando a indenização em US$ 5 milhões (R$ 26 milhões). Embora os jurados tenham considerado que houve abuso sexual, eles rejeitaram a acusação de estupro nos termos definidos pelo Código Penal de Nova York. Na tentativa de reverter a decisão, Trump alegou que o juiz responsável pelo caso permitiu indevidamente a apresentação de provas que teriam influenciado os jurados. Entre elas estavam os depoimentos de outras duas mulheres que o acusaram de agressão sexual e uma gravação do programa Access Hollywood, de 2005, na qual o então empresário afirmava apalpar e beijar mulheres. Em dezembro de 2024, uma corte federal de apelações confirmou o veredito e concluiu que não havia justificativa para um novo julgamento. Trump então recorreu à Suprema Corte, que decidiu não analisar o caso. Como é de praxe, os magistrados não explicaram os motivos da decisão. A medida representava a última tentativa do presidente de derrubar o veredito unânime do júri e encerra suas possibilidades de recurso nesse processo. Em comunicado, a advogada de Carroll, Roberta Kaplan, afirmou que a decisão da Suprema Corte "confirma de uma vez por todas o veredicto unânime do júri de que o presidente Donald J. Trump abusou sexualmente e difamou E. Jean Carroll". "As múltiplas tentativas de recorrer desse veredicto fracassaram, e a decisão de hoje encerra sua busca para evitar ser responsabilizado por suas ações", acrescentou. Já um porta-voz da equipe jurídica de Trump afirmou à CBS News que "o povo americano está ao lado do presidente Trump ao exigir o fim imediato de todas as caças às bruxas", classificando o caso como uma "farsa financiada pelos democratas". Segundo ele, Trump continuará vencendo a chamada "guerra jurídica" promovida por adversários políticos enquanto mantém o foco em seu governo. O caso de US$ 5 milhões não é a única derrota judicial de Trump para Carroll. Em outro processo relacionado às declarações do presidente sobre as conclusões do júri, Trump foi condenado a pagar US$ 83,3 milhões (aproximadamente R$ 430 milhões) à escritora por difamação. Um painel de juízes federais rejeitou o recurso apresentado por Trump contra essa condenação em setembro. Segundo a imprensa americana, os advogados do presidente pretendem pedir que a Suprema Corte também analise esse caso. Carroll, ex-colunista de revista e atualmente com 82 anos, afirma que Trump mentiu ao afirmar que ela 'não fazia seu tipo' e que havia inventado as acusações. (Com New York Times)