Se o sábado (27) ficou por conta de lendas do pop-rock, o último dia do Rock in Rio Lisboa coube a nomes do rap mundial e do trap brasileiro. Headliner deste domingo (28), 21 Savage demorou cerca de meia hora para subir ao palco Mundo, o maior do festival, e o público foi recebido por seu DJ residente e diretor musical, Marc B, que costuma abrir seus shows.
Uma vez no palco, Savage trouxe seus graves, sintetizadores estourados e a voz por vezes sussurrada. Em certos momentos, projetava luzes por toda a multidão que se estendia pelo gramado. Em outros, projeções vermelho-sangue centralizavam a iluminação pelos telões.
Entre a fumaça sobre o palco, as luzes piscantes e os filtros em preto e branco nas telas laterais, Savage lembrava uma espécie de vulto. A impressão dialoga com seu repertório denso, conhecido por abordar a violência, disputas sociais e dilemas da fama, mas também irreverente —sua "10 Freaky Girls", uma das músicas que o público acompanhou com mais empolgação, referencia o desenho Bob Esponja e as correntes que escravos carregavam.
Apesar de vozes entusiasmadas terem seguido hits como "Rockstar" e "Bank Account", em que o rapper compara a riqueza à criação violenta, alguns espectadores deixaram o show pouco menos de 20 minutos após ele subir ao palco.








