O secretário de saúde dos EUA Robert F. Kennedy Jr. afirmou que dispositivos como os smartwatches são uma forma de as pessoas "assumirem o controle da própria saúde" e disse serem "uma peça-chave" da agenda "Make America Healthy Again" ( "tornar a América saudável novamente").
Esses dispositivos, frequentemente chamados de "wearables" ("vestíveis", em tradução literal), podem fornecer um fluxo de dados úteis, incluindo contagem de passos, frequência cardíaca, qualidade do sono e calorias gastas.
Nos últimos anos, pesquisas descobriram que cerca de 40% dos americanos usavam algum tipo de dispositivo vestível e que a adesão era maior entre consumidores mais jovens, mais saudáveis e mais preocupados com a forma física. "Minha visão é que todo americano esteja usando um dispositivo vestível dentro de quatro anos", disse Kennedy Jr..
Mas muitos médicos são mais céticos, e acreditam que apenas algumas das métricas fornecidas pelos "wearables" são clinicamente úteis, e eles ainda estão descobrindo quais são e em que contexto.
Zahi Fayad, diretor do Instituto de Engenharia Biomédica e Imagem do Hospital Mount Sinai, em Nova York, diz que os dispositivos podem ajudar os médicos a monitorar pacientes remotamente e detectar sinais precoces de doenças. Mas, por enquanto, muitas métricas ficam aquém dos padrões médicos, e há poucos dados para provar que usá-los melhora os resultados de saúde.







