Dados colhidos pelo rover Perseverance, que perambula pela cratera Jezero, em Marte, desde 2021, confirmam a presença de macromoléculas de carbono em rochas expostas no planeta vermelho. Os resultados, assinados por um grupo de 62 cientistas encabeçados por Ashley Murphy, do Instituto de Ciência Planetária, nos Estados Unidos, foram publicados no periódico Science Advances.
A detecção é a mais nova peça no difícil quebra-cabeças que precisa ser montado para responder à pergunta sobre se Marte já teve vida em algum momento do passado. A Nasa, agência espacial americana, vem há décadas perseguindo essa meta usando a estratégia "siga a água", que envolveu primeiro identificar a história hídrica do planeta, hoje completamente desértico, a fim de confirmar seu passado mais hospitaleiro e identificar locais onde sinais de vida antiga poderiam mais facilmente ter sido preservados.
Foi por esse motivo que o Perseverance desceu na cratera Jezero. Próximo a um antigo delta de um rio que fluía para a cratera, o rover vem explorando a superfície equipado com diversos instrumentos científicos, dentre eles o Sherloc, um espectrômetro Raman que é a estrela do novo estudo. Ele permite, a partir de imagens em ultravioleta, inferir a composição de rochas.










