Julien Blanc-Gras afirma que não escreveu obra 'parasita' e questiona uso da inteligência artificial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O escritor e viajante francês Julien Blanc-Gras e o livro que leva seu nome e ele denuncia ter sido feito por IA sem seu conhecimento e colocado à venda — Foto: Reprodução / Instagram / @julienblancgras e Reprodução O escritor e viajante francês Julien Blanc-Gras relatou no domingo, no jornal Le Monde, que a Amazon estava vendendo um "livro parasita" gerado por inteligência artificial (IA), mas creditado a ele, embora não o tenha escrito. Vendido por 17,05 euros (cerca de 15 dólares), "Complete Adventure Guide: A Modern Traveler's Survival Manual" parecia ser de sua autoria; a página do produto na Amazon o descrevia como um "autor aventureiro". "Eu sou Julien Blanc-Gras. E, de fato, sou um escritor que viaja. O problema é que nunca escrevi esse livro", observou ele em um artigo de opinião publicado no Le Monde. "Gigantes da tecnologia saqueiam nosso trabalho para alimentar seus modelos de IA, sem nosso consentimento e sem qualquer compensação. Uma IA que satura nossas telas e desestabiliza a realidade. Uma IA que, de agora em diante, pode se apropriar de nossas vozes, nossas imagens e nossos nomes para golpes patéticos", afirma o texto. O escritor observa que a internet está repleta de obras geradas por IA atribuídas a autores fictícios, mas ressalta que este caso é "diferente". "Eu não sou fictício. É genuinamente o meu nome que aparece na capa. Um limite foi ultrapassado: o roubo de identidade de um escritor", denuncia ele. Ele explicou que entrou em contato com um advogado para avaliar possíveis medidas legais e também relatou o caso à Amazon. Após a reclamação, o livro foi removido da Amazon, mas, segundo o escritor, continua sendo vendido "em muitos outros sites — americanos, dinamarqueses ou coreanos". Veja fotos do livro 'Achados & perdidos — Imagens inéditas do Rio de Janeiro' 1 de 10 Pilares em ferro e aço importados da Europa, comuns na primeira metade do século XX — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro 2 de 10 Derrubada de parte do Campo de Santana — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Edifício em demolição com o Morro da Providência ao fundo — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro 4 de 10 Magazine Parc Royal: demolição de uma das primeiras lojas de departamento da cidade, no Largo de São Francisco — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro X de 10 Publicidade 5 de 10 Igreja São Pedro dos Clérigos, último edifício demolido para a abertura da Presidente Vargas — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro 6 de 10 Reforma na antiga fachada da sede do Cordão do Bola Preta, na Avenida 13 de Maio, no Centro — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro X de 10 Publicidade 7 de 10 Varal no interior de vila residencial na extinta Rua Senador Euzébio — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro 8 de 10 Enchente na Praça da Bandeira, na Zona Norte, no verão de 1940 — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro X de 10 Publicidade 9 de 10 Obras na orla da Praia de Botafogo, com o Pão de Açúcar ao fundo — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro 10 de 10 Obras na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, em 1938 — Foto: Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro X de 10 Publicidade Obra traz imagens feitas pelos irmãos Aristógiton e Uriel Malta entre os anos 1930 e 1940
Escritor francês encontra livro gerado por IA com seu nome à venda na internet: 'roubo de identidade'
Julien Blanc-Gras afirma que não escreveu obra 'parasita' e questiona uso da inteligência artificial










